Saúde da Mulher

8 mitos e verdades sobre a escolha do absorvente íntimo

A menstruação chegou. E agora? Muitas jovens podem ter dúvidas na hora de lidar com a menarca,  ou seja, o primeiro fluxo menstrual. Afinal, basta visitar a prateleira de supermercados e farmácias para ver uma infinidade de absorventes e protetores diários, com diferentes tamanhos, formatos e materiais. Como escolher o seu? Para elucidar as mais frequentes questões relacionadas,  José Pelino, diretor de engajamento científico da Johnson & Johnson, elencou as principais dúvidas para tratar deste assunto tipicamente feminino. Confira!

 1. Qual é a diferença entre protetor diário e absorvente?

O absorvente possui uma película protetora desenvolvida especificamente para reter o fluxo menstrual. Os protetores diários, por sua vez, apresentam basicamente dois tipos: produtos com película protetora para retenção de pequenos fluxos, tais como comecinho e finalzinho da menstruação; e protetores com material microporoso respirável, para uso diário, que permitem a absorção da transpiração diária da área íntima e a circulação de ar na região. Na hora de escolher o seu, lembre-se de levar em conta a intensidade do fluxo menstrual, além das preferências e hábitos.

2. Existem substâncias tóxicas ou que podem causar alergias nesses produtos?

Não. Os absorventes são feitos com matérias-primas atóxicas e não propensas a causar alergias. Os que possuem fragrância também não causam preocupação: a fragrância foi desenvolvida especialmente para a região íntima, respeitando as condições naturais do organismo para não causar irritações. Testes dermatológicos e ginecológicos comprovam que o perfume é seguro para ser usado na área íntima e ainda proporciona maior conforto para as mulheres no dia a dia.

3. Dói para colocar absorvente interno?

Não dói. Quando colocado de maneira adequada, não se sente incômodo algum. Se a mulher não tem o hábito de usar este tipo de absorvente, comece escolhendo um menor e treine a colocação lentamente, procurando manter-se bem relaxada. Sempre que sentir necessidade, recomendamos que peça ajuda ao seu ginecologista. O ideal é que a troca seja realizada a cada 8h, de acordo com as instruções contidas na embalagem.

4. O protetor diário de calcinha abafa ou pode causar irritação?

Não. Existem protetores de calcinha desenvolvidos especialmente para o uso diário, feitos com material respirável que absorve a umidade natural do corpo feminino e permite a circulação adequada do ar sem abafar a região íntima. Estudos1,2 comprovam que estes produtos respei- tam as condições naturais do organismo sem causar infeções, irritações ou coceiras.

5. O uso do absorvente interno pode tirar a virgindade?

Não. O hímen tem diâmetro suficiente tanto para a colocação quanto para a retirada do tampão. Além disso, ele se distende suficientemente durante tais manobras e, por isso, é muito improvável que seja rompido pelo absorvente interno.

6. Qual é a diferença dos absorventes Adapt Plus?

A tendência é criar absorventes que permitam proteção, sem deixar o conforto de lado. A tecnologia Adapt Plus traz um formato exclusivo que se encaixa ao corpo, proporcio- nando mais conforto e proteção. Há produtos com uma “cinturinha” e centro elevado que seguem as curvas das mulheres e permitem que o absorvente acompanhe os movimentos do corpo, sem deixar espaço para vazamentos e sem sair do lugar. Além disso, pontas mais finas trazem a tão desejada discrição.

7. Qual o ciclo correto de troca do absorvente externo?

Nos primeiros dias da menstruação o fluxo costuma ser mais intenso logo, a troca deve ser feita mais vezes, uma boa média é a cada três ou quatro horas. Depois, conforme o fluxo for diminuindo, é possível realizar somente quatro trocas diárias. O número de trocas varia de mulher para mulher, de acordo com o fluxo e com a necessidade e exigência pessoal. Para não errar, o conselho é: o absorvente deve ser trocado sempre que a mulher se sentir desconfortável com ele.

8. Há diferenças nos absorventes fabricados no Brasil, caso comparados com o restante do mundo?

No Brasil, assim como na América Latina, as mulheres tendem a usar calcinhas menores (mais estreitas atrás). Por isso, os absorventes tendem a ser mais anatômicos, discretos e menores nas pontas. É mais comum o uso do absorvente interno em situações específicas, como praia, piscina, academia e festas.

 

1. Giraldo PC et al. The effect of “breathable” panty liners on the female lower genital tract. Int J Gynecol Obstet 115(1):61-4, 2011.

2. Pontes AC et al. A systematic review of the effect of daily panty liner use on the vulvovaginal environment. Int J Gynecol Obstet 127:1-5, 2014.

Texto: Johnson & Johnson do Brasil Indústria e Comércio de Produtos para Saúde Ltda