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Saúde de primeiro mundo

Day Saúde

Com o aquecimento do setor da saúde, um modelo de empreendimento surgiu para, quem sabe, liderar os investimentos em empreendimentos para a saúde

O mercado imobiliário é um ambiente cíclico e, frequentemente, surgem nichos a serem explorados pelas incorporadoras. Normalmente, esses nichos são resultado de mudanças culturais e/ou de situações políticas e econômicas.

O setor de imóveis comerciais reflete bem essas nuances. O aquecimento do setor industrial demanda espaços logísticos, a melhora na economia demanda lajes corporativas, o crescimento do setor de serviços abre espaços para salas comerciais e empresariais.

Nesse contexto, podemos perceber um forte movimento na área da saúde, e isso já vinha ocorrendo mesmo antes da pandemia. Esta, por sinal, incrementou esse movimento. As aquisições de hospitais para formação de redes e também para expansão de redes existentes, frequentemente viram pautas jornalísticas e atingem cifras milionárias.

Nessa onda de aquecimento do setor da saúde, um modelo de empreendimento surgiu para, quem sabe, liderar os investimentos em empreendimentos para a saúde: os Medical Centers, espaços completos que buscam três objetivos principais:

  1. Dar ao profissional da saúde um espaço situado em um edifício completo, onde ele pode ganhar em qualidade e quantidade de trabalho;

  2. Proporcionar ao cliente uma experiência diferente, completa, amigável e mais segura;

  3. Retirar dos hospitais os procedimentos de baixa e média complexidade, deixando lá apenas os procedimentos mais rentáveis para esse espaço que é mais complexo e, em consequência, de custos maiores.

Nos Estados Unidos a quantidade deste tipo de estabelecimento é imensa. Essa tendência agora está crescendo no Brasil e os lançamentos se repetem a toda semana, principalmente nas maiores cidades e nas que são ou tem vocação de serem polos regionais de saúde.

A proposta – Um Medical Center completo, via de regra, deve proporcionar, tanto ao profissional da saúde, quanto ao cliente, um mix completo no tocante à saúde. Nesse local, além de consultórios e clínicas, devem ser implantados: hospital dia, com centro cirúrgico e suítes para curta permanência, centro de imagens, laboratório, lojas direcionadas para produtos de saúde, estacionamento amplo e, principalmente, espaços comuns que permitam distanciamento e que atendam às normas da Anvisa.

Além disso, algumas amenidades aos profissionais da saúde também são muito bem vindas: estacionamento privativo, storages, auditório, salas para reuniões, espaço gourmet, academia e banheiros com vestiários para quem auxilia esses profissionais na recepção dos clientes. Isso pode proporcionar um aumento na renda, pela otimização do tempo.

Felizmente esse modelo de empreendimento completo já está em construção em Cascavel, Foz do Iguaçu e, no próximo ano também em Toledo. Concebido por arquitetos com vasta experiência na área, contando com consultorias especializadas e incorporados por inovadoras construtoras locais, eles irão trazer um incremento ao que já é excelente: a saúde do oeste do Paraná.

Nesse modelo, todos tem a ganhar: os profissionais produzem mais, os clientes economizam tempo e ganham mais conforto em fazer tudo no mesmo lugar e a região Oeste do Paraná ganha ainda mais destaque e desenvolvimento na área da saúde.

É coisa de Primeiro Mundo.

*Sergio Casarotto é empresário e coordenador do Comitê da Indústria Imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Oeste do Paraná – Sinduscon Paraná Oeste.

Por Vinícius Ferreira -  https://www.naoviu.com.br/saude-de-primeiro-mundo/