Prevenção

Vitamina D, qual a sua importância?

Dra. Milena Colombo Bruno

Embora seja denominada VITAMINA, ela é considerada um pré-hormônio, tendo sua importância já consolidada no controle do metabolismo do cálcio e da saúde óssea.

Ela tem duas formas – vitamina D2 e D3 (ergocalciferol e colecalciferol, respectivamente). A nossa principal fonte de vitamina D3 é através da produção pela pele, em resposta à radiação SOLAR ultravioleta B. Está presente em alimentos:  peixes (salmão, sardinha, atum), gema do ovo, cogumelos. Já a vitamina D2 é encontrada em algumas plantas e leveduras.

Então, ocorre o transporte da vitamina D3 até o fígado e rins, para que seja convertida em vitamina D “ativa” – calcitriol, que estimula absorção de cálcio pelo intestino, além de ter receptores em vários tecidos, regulando mais de 900 genes.

Além da saúde musculoesquelética, tem importância no desenvolvimento cerebral, reparo do DNA, ação em doenças autoimunes e cardiovasculares e possível proteção contra alguns cânceres (assunto que precisa de mais estudos, ainda!).

A falta de vitamina D pode levar a retardo do crescimento em crianças e, em adultos, favorecer a perda de massa óssea, desenvolvendo osteopenia e osteoporose (redução da massa óssea e risco de fraturas).

Por isso, é indicado avaliar a vitamina D, por meio de exame laboratorial, principalmente em pessoas com fatores de risco para hipovitaminose D (vitamina D baixa): presença de dor óssea, fraqueza muscular, fadiga, idade avançada, alto risco de quedas e fraturas, osteoporose, gestantes, síndromes de má-absorção (doenças intestinais, pós-cirurgia bariátrica), doenças renais ou hepáticas, uso de medicações que interferem no metabolismo da vitamina (anticonvulsivantes, corticoides, antifúngicos, orlistate) e baixa exposição solar.

Desta maneira, a suplementação pode ser recomendada pelo médico.

Mas atualmente, também encontramos outra situação: a suplementação exagerada de vitamina D, podendo levar à intoxicação por essa vitamina! Como consequência, há aumento das concentrações do cálcio no sangue e urina, levando à insuficiência renal, condição potencialmente fatal se não tratada.

Então, apesar de surgirem cada vez mais estudos em relação a vitamina D e seus benefícios, (não podemos deixar de citar sobre desfechos desfavoráveis de COVID-19 e concentrações baixas de vitamina D); ainda há controvérsia em indicar sua reposição de forma generalizada para a população.

Precisamos ter cautela e equilíbrio!  Há doses mínimas e máximas diárias recomendadas, que variam para crianças e adultos. Por isso, tire suas dúvidas com seu médico! Mantenha em dia seus exames e, se possível, exponha-se ao sol, 10 a 15 minutos ao dia, e já estará promovendo saúde!

 

Dra. Milena Colombo Bruno

CRM-PR 30159 / RQE 23421
• Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR)
• Residência Médica em Clínica Médica pelo Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Unioeste)
• Residência Médica em Endocrinologia e Metabologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP)
• Pós-Graduação em Nutrição Clínica e Alimentos Funcionais pela Universidade Estadual de Londrina (UEL)
• Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia 

@dra.milenacolombo

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Dr. Diego Henrique Oliveira - Diretor Técnico Médico CRM-PR 23608 / RQE 2087