Saúde da Mulher

Congelar óvulos, uma opção da mulher moderna

Ginoferty - Clínica de Medicina Reprodutiva

Mulheres que ainda não encontraram o parceiro ideal para ter filhos ou estão em um momento difícil para engravidar, cada vez mais têm investido em congelar seus óvulos. Esta iniciativa, que pode ser considerada uma prevenção para uma possível perda da fertilidade, ajuda também a reduzir a pressão de ter que engravidar o mais rápido possível. As mulheres estão entendendo cada vez mais que hoje podem preservar com segurança seus óvulos, numa idade mais jovem, os quais têm melhor qualidade genética e, assim também, evitar riscos futuros de infertilidade.
Infelizmente, o relógio biológico feminino é implacável, pois a mulher não produz óvulos durante sua vida, apenas “utiliza” os óvulos que foram produzidos na vida embrionária (intrauterina) e nem sempre as mulheres conseguem conquistar e construir a vida pessoal e profissional no mesmo ritmo do seu organismo. E, à medida que o tempo passa, as mulheres ficam mais seletivas com relação a relacionar-se com alguém ou abrir mão de uma ascensão profissional para se dedicar e construir uma família. Por isso, muitas mulheres têm optado em realizar o congelamento de óvulos como uma forma de preservar sua fertilidade. A técnica do congelamento de óvulos, também conhecida como vitrificação, utiliza nitrogênio líquido para conservar os óvulos a uma temperatura de -196 graus depois de tratá-los com uma substância crioprotetora.
Esses óvulos podem permanecer congelados por tempo indeterminado e quando descongelados possuem praticamente o mesmo potencial de sucesso na Fertilização in vitro que óvulos frescos.  Esta técnica também pode ser utilizada em mulheres que precisam se submeter a tratamento para algum tipo de câncer (como a quimioterapia e a radioterapia), antes que possa comprometer sua reserva ovariana e, consequentemente, sua fertilidade.
Congelar pode evitar que a mulher futuramente precise de um tratamento com óvulos doados para engravidar, pois aos 40 anos a possibilidade de conseguir a gravidez com óvulos próprios é cerca de 5 a 10%. Em resumo, cabe lembrar que vale mais a opção de poder escolher. Pode acontecer de seu corpo não estar mais apto a produzir óvulos saudáveis quando você decidir ter um filho. Se você guardar a tempo, terá a opção de utilizá-los ou não, com uma boa possibilidade de obter a gestação no momento que julgar melhor para sua vida!

 

Congelamento de óvulos

Congele seus óvulos para manter a possibilidade de gestar no futuro. Quanto mais jovem o óvulo, melhor a chance de uma gestação. Veja as indicações para o congelamento:
• Mulheres perto dos 35 anos que estejam preocupadas com a diminuição natural da fertilidade;
• Mulheres com histórico familiar de menopausa precoce;
• Mulheres com alguma doença autoimune (tireoidites, lupus, artrites etc.);
• Quando a paciente tem muitos óvulos no dia da coleta da Fertilização In Vitro (FIV);
• Antes de tratamentos oncológicos como quimioterapia ou alguns tipos de radioterapia;
• Mulheres em torno dos 30 anos de idade que não tenham um parceiro definido;
• Intenção de postergar a maternidade devido a compromissos pessoais/profissionais.

 

Perda da fertilidade

A perda da fertilidade da mulher no decorrer da idade é conhecida por todos. A menina na puberdade inicia a menstruação com cerca de 300 mil óvulos disponíveis nos seus ovários e a cada ciclo menstrual, para um óvulo que atinge a ovulação, mil são perdidos, fazendo com que próximo dos 50 anos dificilmente exista óvulos capazes de serem fecundados. Dessa forma, a mulher se torna praticamente incapaz de engravidar com os próprios óvulos. É o fim do estoque de óvulos disponíveis para ser fertilizado, o fim da “reserva ovariana”.

 

Como avaliar o potencial fértil da mulher?

Existem alguns exames que podem avaliar o potencial reprodutivo da mulher. Eles não garantem a longevidade reprodutiva, mas dão uma ideia da capacidade reprodutiva.
Portanto, a RESERVA OVARIANA é avaliada, fundamentalmente, pela dosagem sanguínea de quatro hormônios no 3º dia do ciclo menstrual: FSH, estrogênio, inibina-B e hormônio antimülleriano, além da ultrassonografia no início do ciclo menstrual.