Bem-Estar

É possível melhorar sua vida sexual?

Dr. Malcom Brigo

Estima-se que até 30% das consultas com o Urologista estão relacionados ao ato sexual. As queixas são múltiplas e, às vezes, são questões apenas de curiosidade. A maioria das pessoas são orientadas desde criança a não tocar no assunto e ainda existe um grande tabu a respeito.
Os adolescentes meninos vêm para consulta incialmente para um check-up inicial, ver se está tudo bem antes de iniciar a vida sexual ativa; e a avaliação é bem geral mesmo. Dúvidas quanto aos hormônios, desenvolvimento da genitália, presença de fimose ou freio peniano curto, e orientação quanto às DSTs, masturbação e gravidez.  Constrangidos pela presença dos pais, peço que estes fiquem na sala de espera. Assim respiram aliviados e a consulta “flui”.
Nos homens adultos, geralmente com parceiras fixas, as queixas decorrem de outras alterações que atrapalham as relações e consequentemente a vida do casal. As ejaculações precoces e os distúrbios de ereção são frequentes, e a autoestima desanda. Atrapalha em tudo, perde-se o sono e o rendimento no trabalho cai. Outras vezes, reclamam que as parceiras os esqueceram, e sexo só a “cada copa do mundo”: culpam-se os filhos, trabalhos, amigos, estresse e horas infinitas nos celulares: tiktok, instagram, facebook ... “horas lá doutor e nem alguns minutos para mim”.
Em alguns casos, o estilo de vida e algumas doenças, atrapalham: sedentarismo, obesidade, hipertensão, diabetes, tabagismo, alcoolismo, uso de múltiplos medicamentos, cirurgias, além do próprio passar dos anos. Isolados ou em conjunto, prejudicam uma boa ereção e a relação sexual.
E as mulheres? Sim elas também vão ao urologista, e as queixas estão presentes: cansaço, estresse, infecções urinárias recorrentes pós-relação, queda da libido, parceiros desatentos e que só pensam no ato em si, são frequentes.
O bom que para estas situações, sempre há solução: cada casal tem suas particularidades e não há uma maratona. Se o tempo entre as relações sexuais for grande, vai ocorrer um distanciamento do casal e cada vez mais a relação “esfria”; e quanto mais se interessarem um pelo outro e mais se aproximarem, menos dificuldades terão.
Além disso, hábitos de vida mais saudáveis, check-ups e cuidados com a saúde em geral, o companheirismo, o namoro, a atenção aos desejos do (a) parceiro (a), a busca por um tempo juntos e a sós faz com que a relação fique espontânea, leve, natural e prazerosa. Aí sim, a vida sexual também será muito melhor.

 

Dr. Malcom Jones Krummenauer Brigo
CRM-PR 20369 Urologia - RQE 13748
- Médico Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
- Membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)
- Professor de Urologia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE)
- Preceptor de Urologia nas Residências Médicas em Cirurgia Geral do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) e do Hospital São Lucas.
- Preceptor de Urologia na Residência Médica em Oncologia Cirúrgica do Hospital do Câncer  (UOPECCAN)
- Médico Urologista da Master Clínica, Cascavel


@dr.malcombrigo_urologista

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