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Segundo os dados da vigilância epidemiológica, em Cascavel são diagnosticados, em média, 80 casos novos ao ano

Tuberculose

Tuberculose não é coisa do passado. Embora não seja uma doença nova, é altamente contagiosa e tem uma taxa de mortalidade considerada alta. Os profissionais da Secretaria de Saúde de Cascavel prepararam material de orientação para alertar profissionais da saúde e a população.

As ações de controle da tuberculose sofreram um impacto nos últimos 12 meses, em consequência da pandemia de Covid-19. Houve uma redução no número de diagnóstico e solicitação de exames. No dia 23 de marco de 2021, em um evento virtual com a Secretaria de Estado de Saúde (SESA), esses dados foram discutidos. A redução do número de exames sugere que, devido ao isolamento social, muitas pessoas podem estar infectadas e sem o diagnóstico da doença. Em todo o Paraná, o número de exames caiu em 40,1%.

Mas é justamente nesse momento que os cuidados em relação à prevenção à tuberculose precisam ser redobrados. “As pessoas com tuberculose são as mais vulneráveis. Outro problema é que a covid-19 pode confundir paciente e profissionais”, alerta a enfermeira da vigilância, Tatiane Mello. Outro ponto preocupante é que conforme a epidemia avança, mais pessoas com tuberculose podem ser atingidas, o que pode resultar em casos mais graves da covid-19.

Segundo os dados da Vigilância Epidemiológica, em Cascavel são diagnosticados, em média, 80 casos novos ao ano. “Homens são os mais cometidos pela doença entre 20 aos 29 anos”, diz a enfermeira.

Números

Entre 2015 a 2020, foram notificados no município de Cascavel 399 casos da doença e 18 pessoas morreram. Outro problema relacionado à tuberculose é o fato de pacientes abandonarem o tratamento médico acreditando estarem curados, justamente o que pode levar ao óbito, pois é uma doença insidiosa. Em Cascavel a taxa de letalidade é de 4,5%. É um momento de reflexão para todos os cuidados com a saúde.

Todo o tratamento é gratuito, fornecido exclusivamente pelo SUS. O diagnóstico é feito nas unidades de saúde, bem como o acompanhamento e monitoramento dos casos.

Tuberculose e a covid-19 atingem os pulmões e podem enfraquecer o organismo. A forma de prevenção é praticamente a mesma “Evite aglomeração, não compartilhe talhares ou objetos de uso pessoal e cuide ao tossir e espirrar”, orienta Beatriz Tambosi, gerente Vigilância Epidemiológica.

O que é

A tuberculose é uma doença infecciosa que se inicia, habitualmente, pela inalação da bactéria Mycobaterium tuberculosis pelos pulmões e é transmitida pela tosse de gotículas expelidas por uma pessoa doente. A tuberculose pulmonar é uma doença mundial e o Brasil ainda é um dos países que têm mais casos, apesar da longa história de combate a ela.

Causas

Na maior parte das pessoas que são infectadas, a doença não se manifesta por conta de defesa do organismo. Fatores como debilidade causada por outras doenças, tabagismo acentuado, desnutrição, condições sócioeconômicas e de higiene favorecem a instalação da pneumonia por tuberculose. Adultos, jovens ou pessoas com os fatores de risco citados são os mais acometidos.

Sintomas

Sintomas mais característicos são tosse crônica, às vezes com raias de sangue, febre vespertina (no final do dia) e emagrecimento, que persistem por meses se não houver diagnóstico. Do pulmão a bactéria pode migrar, se não tratada, para outros locais do corpo causando outras lesões.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é feito por exames, classicamente com a pesquisa da bactéria presente no escarro do paciente, a realização da radiografia de tórax, entre outras técnicas de biologia molecular, que identificam a presença do DNA do bacilo no material. Entre eles, o teste tuberculínico ou PPD, um teste cutâneo que pode mostrar a reação do bacilo na pele. O tratamento é feito com antibióticos associados durante meses, dependendo das lesões e da condição física do paciente. O não tratamento, ou a interrupção do tratamento, pode levar a disseminação pelo organismo e a destruição dos pulmões acometidos.

Fontes: Secom Cascavel  / www.fundacaoproar.org.br