Bem-Estar

Trocando experiências

Vivian Porto - Psicóloga Clínica

Tornou-se comum o pensamento de que o estresse é algo novo, dos tempos modernos. Mas não é, pois, o homem primitivo vivia constantemente um grande estresse para sobreviver aos predadores e para se alimentar. Nos dias atuais podemos ainda constatar esse fato, tomando como exemplo os animais que vivem soltos em seu habitat natural, cujo estresse é maior do que o estresse dos animais bem acomodados no jardim zoológico.

O que queremos abordar nesta edição é um problema decorrente do estresse, a raiva. Aquele pavio que fica curto é uma espécie de raiva contida, produzida pelo estresse. E mediante qualquer situação menos confortável, como aquela pessoa com raiva se comporta? Com agressividade. Então, o pavio estava curto, e o indivíduo estourou.

E não dá para ter bom desempenho quando se está com raiva, não é? No mínimo a gente fala o que nem pensou, sem se importar com o sentimento do outro. Nesse momento, pessoas pacatas, do bem, podem chegar até a agressões físicas.

Parece que em nome da raiva provocada pelo estresse nos damos o direito de ofender ou magoar as pessoas. Depois é só pedir desculpas, e fica tudo bem outra vez, afinal, é meu filho, meu marido, já me conhecem bem, e sabem que eu não guardo raiva. Você está pensando assim, porque quem ofende esquece, mas quem ouve a ofensa lembrará sempre. Palavras marcam mais que tapas.

A rápida proposta que trago é referente à mudança desse comportamento, fazendo de você uma pessoa mais habilidosa. Sem contar que você deixará de ser fonte de estresse para o outro.

Você pode dar uma forma ao seu discurso, para que não traga consequências negativas a quem ouça. Aqui estão algumas dicas práticas que podem ser adotadas:
• Só diga coisas nas quais acredita profundamente, e fale olhando nos olhos do outro.
• Ouça o que o outro tem a dizer, para se defender ou não, mas não o interrompa, espere que conclua o pensamento. Seja educado.
• Pense sobre o assunto e tenha argumentos. Seja inteligente e coerente em seu discurso.
• Se não souber claramente o que você quer, você não se expressará com clareza e o outro poderá não entender.
• Seja flexível, discuta em tom baixo e tente um acordo. O tom da voz influencia muito na hora de nos expressarmos.
• O objetivo deve ser identificar seus direitos e não negar os direitos dos outros.

São dicas a serem seguidas sempre, até que se tornem condutas inerentes ao seu comportamento, como um princípio em sua vida. Dessa maneira, a raiva gerada pelo estresse será controlada, e você terá uma conduta mais assertiva.

Quando é inevitável passar por estresse, se você mudar o comportamento da linguagem, mesmo que nervoso, a sua comunicação terá um cunho amoroso. Atualmente, falta amor nas relações, você concorda comigo?

Assim, você descobrirá outras formas de comportamentos que surgirão a partir dessas dicas, e nem estamos parando para refletir, que no ocidente, estamos inseridos na cultura cristã, e temos como princípio amar nossos inimigos. Mas se não dá nem para controlar a nossa língua com as pessoas que amamos, como queremos alterar sentimentos mais profundos sobre as pessoas que desgostamos? Se é fácil falar de amor, o difícil é controlar a raiva, para enfim, conseguir manifestá-lo de uma forma construtiva a todos. Não basta ser educado apenas uma vez, ou quando você assim o desejar. É necessário que esse comportamento cresça e evolua. Por isso deve haver constante manutenção, mas depende de você acreditar que é um valor positivo, para que você possa tê-lo e, assim, incorporar em seu próprio caráter.

Ser educado e amoroso alivia o estresse dos demais em seu entorno, inibe outras pessoas a se estressarem com você, e permite uma prática de vida mais verdadeira consigo e com quem convive com você. Seja assertivo.    

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Vivian Porto
Psicóloga Clínica CRP 08/26116
Graduada em Neuropsicologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/2003)
Título de Especialista pelo Conselho Federal de Psicologia

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