Prevenção

Disfagia na Covid-19

Silvia Tessaro Reabilitação Neurológica

Entre os pacientes internados com Covid-19, uma parte deles acaba necessitando de intubação e, por consequência, passa a respirar por ventilação mecânica. Com a recuperação e a retirada do tubo orotraqueal (extubação), alguns pacientes podem evoluir para disfagia até mesmo após a alta hospitalar.

A disfagia é uma alteração na deglutição que pode ocorrer no ato de engolir alimentos ou saliva em diferentes fases da vida, podendo acarretar sérias complicações à saúde.

A gravidade das alterações na deglutição nos casos de COVID -19 pode apresentar variações e estar relacionada a diferentes fatores, como sedação, intubação prolongada, fraqueza adquirida na UTI e possíveis manifestações neurológicas.

O quadro de disfagia é prejudicial à recuperação do paciente, pois sua ocorrência pode provocar desnutrição, desidratação e pneumonias aspirativas. Essas alterações quando agravadas podem levar o paciente a óbito.

Além das possíveis complicações na deglutição, alguns pacientes permanecem com alterações na comunicação, na qualidade vocal, dificuldades ou incoordenação respiratória.

Diante deste contexto, o fonoaudiólogo é o profissional responsável pela avaliação, diagnóstico e intervenção terapêutica nos quadros de disfagia. Por meio de técnicas, exercícios específicos e adequados, é possível promover uma reorganização muscular e sensorial, atuando na reabilitação da deglutição. 

Daniely Cristina Giandotti
Fonoaudióloga - CRFa 3-7486


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