Bem-Estar

Pimenta é antioxidante e libera endorfina

Veja 5 benefícios do alimento

Pimenta é uma planta de sabor ardido ou picante, que pode ser um fruto, semente ou condimento. Possui diversas espécies que variam em cada país. No Brasil, por exemplo, quando se fala em pimenta, em geral, refere-se às espécies Capsicum e Piper (como a pimenta-do-reino), que possuem gosto "ardido". Mas a pimenta biquinho e o pimentão também são considerados tipos de pimenta, só que mais adocicados.

De acordo com a médica nutróloga, Marcella Garcez, da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), a ardência da maior parte das pimentas vem de componentes que causam essa sensação quando entram em contato com as células nervosas da boca e das mucosas. Eles são divididos em duas categorias:

• A capsaicina, que está nas pimentas vermelhas (nas sementes) e provoca o estímulo e aceleração do metabolismo no local, dilatando vasos capilares e aumentando o fluxo sanguíneo;

• E a piperina, presente na pimenta-do-reino e em outras pimentas hortícolas, que produz ardência por meio da ação causticante, que queima as células superficiais da mucosa atingida. A pimenta é rica em vitaminas como, A, B1, B2, C, K, niacina e flavonoides, que conferem ao alimento propriedades antioxidantes, analgésicas, antibacterianas e anti-inflamatórias, devido à ação dos compostos como a violaxantina e a capsaicina, trazendo diversos benefícios à saúde:

1. Alivia dor e inflamação (respiratórias e circulatórias) As propriedades analgésicas apontadas na pesquisa da Faculdade de Medicina de Porto, em Portugal, auxiliam dores causadas por neuropatias com a liberação de endorfina e outros compostos. Podem auxiliar, também, em inflamações, congestão nasal, sintomas de rinite e problemas circulatórios.

2. Promove bem-estar Quando a pimenta estimula os receptores sensíveis, existentes na língua e na boca, transmitindo essa informação ao cérebro, o metabolismo acelera e as endorfinas permanecem por mais tempo no organismo. Elas são liberadas com a intenção de minimizar a sensação causada, provocando “bem-estar e ainda o aumento do fluxo sanguíneo, que propicia um substancial aumento do fluxo de nutrientes e de oxigênio, estimulando as ramificações nervosas, com melhora da capacidade dos sistemas imunológico e anti-inflamatório", explica Garcez.

3. Controla níveis de colesterol Estudos, como o publicado na revista Free Radical Research e outro conduzido na PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), analisaram modelos experimentais e de observação que indicam que a capsaicina também pode ajudar no controle dos níveis de colesterol "ruim" (LDL). Isso parece ocorrer devido a ação anti-inflamatória e antioxidante da capsaicina.

4. Aumenta a saciedade durante a refeição Além disso, a liberação de endorfina também é responsável por aumentar o nível de saciedade durante as refeições, como foi demonstrado em um estudo publicado no International Journal of Obesity. Ele demonstrou que o consumo de pimenta aumentava a saciedade em curto prazo, ajudando a reduzir o consumo de calorias e gorduras. Aparentemente esse é um benefício trazido pela capsaicina.

5. Ajuda no combate ao câncer Uma pesquisa publicada no The Journal of Cancer Research dos Estados Unidos, em 2006, apontou que a capsaicina é antioxidante e também pode prevenir a produção e induzir a apoptose (morte celular programada) em células do câncer de próstata e de outros tipos de câncer.

Consumo
A melhor maneira de consumir a pimenta é fresca, in natura. "Assim, todos os nutrientes dos frutos são mantidos", aponta Garcez. As versões na forma de molho, conservas, geleia, páprica desidratada e dessecada também são opções, mas perdem vitaminas e outros nutrientes no processo. No caso das pimentas em grãos, moer apenas antes de consumir.  

Pimenta pode fazer mal?
Quando consumida em excesso (não há uma quantia definida, o excesso varia de indivíduo para indivíduo), as pimentas podem trazer problemas como irritações na mucosa gástrica e também em todo o trato intestinal. Segundo a nutróloga Garcez, pode provocar:
• Feridas na boca;
• Refluxo gastroesofágico;
• Azia;
• Agravamento de gastrites;
• Esofagites;
• Duodenites;
• Úlceras;
• Doenças proctológicas, como hemorroidas e fissuras;
• Desconforto gastrointestinal;
• Ardência;
• Queimação.

Fonte: Patricia Beloni / VivaBem