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15/07/2015
Sol de inverno também pode fazer mal aos olhos

 Os raios ultravioletas não tiram férias no inverno. “Nesta época do ano eles continuam tão prejudiciais aos olhos quanto em pleno verão”. O alerta é do médico oftalmologista Cesar Shiratori, que integra a equipe de 17 especialistas do Hospital de Olhos de Cascavel. Segundo Cesar Shiratori, embora nesta época do ano o sol aparente ser menos agressivo, as pessoas devem usar óculos com proteção solar e tomar os mesmos cuidados com os horários de exposição ao sol de pleno verão.
“A córnea, o cristalino e a retina podem sofrer lesões sérias com exposição aos raios ultravioletas e às intempéries”, diz o médico oftalmologista, lembrando que doenças como edemas, úlceras crônicas, catarata e degeneração macular podem ser potencializadas. Segundo ele, esta exposição tem sido apontada também como responsável pelo surgimento precoce da catarata e degeneração macular, que são doenças típicas da terceira idade.
“Os resultados da deterioração causada pelos raios não são imediatos. Aparecem em longo prazo e podem acelerar o processo de envelhecimento e deterioração da visão. Vale dizer que a falta de cuidados hoje só vai ser sentida bem  mais tarde”, alerta.
Segundo ele, para proteger os olhos contra os raios UV, é importante usar sempre óculos de sol e de grau que ofereçam 100% de proteção aos raios ultravioletas. Óculos de sol sem proteção UV ou de má qualidade devem ser descartados, pois as lentes de acrílico ou de vidro causam a dilatação da pupila da pessoa exposta ao sol, fazendo com que uma quantidade ainda maior de raios prejudiciais chegue à retina.
Outra preocupação: no inverno, o clima seco, aliado ao sol, à poluição, aos sistemas de ar-condicionado, além da exposição ao monitor de computador pode aumentar a incidência de olho seco. É recomendável ficar atento à sensação de areia nos olhos, ardor, queimação, irritação, olhos vermelhos, fotofobia, visão borrada que melhora ao piscar, lacrimejamento excessivo e embaçamento.
Estes são alguns sintomas que geralmente se agravam ao final do dia, em condições de baixa umidade causada pelo inverno. Ao sentir algum desses sintomas, procure seu oftalmologista. O ideal é fazer ao menos uma consulta oftalmológica anual.
Os olhos secos devem ser sempre hidratados, mas é preciso atenção. Deve-se sempre lembrar que os colírios não são tão inofensivos. É preciso indicação médica para usá-los.
Os colírios, mesmo os mais simples, são  medicamentos, que também podem conter substâncias vasoconstritoras, como a Nafasolina, que podem “viciar” os olhos, alerta, lembrando que na hora, os olhos ficam limpos, mas depois ressecam ainda mais. Outra recomendação: lavar sempre as mãos e evitar coçar os olhos. Quem usa lentes de contato deve ter o cuidado redobrado. O ressecamento das lentes é comum nesta época do ano e pode contribuir para uma infecção ou outro problema. 

Dr. Cesar Shiratori
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