SAÚDE NEWS

Editorias

Prevenção

11/07/2020
Diabetes: sinais, tratamentos e relação com a Covid-19

No mundo, 463 milhões de adultos convivem com o problema, de acordo com o International Diabetes Federation, sendo o Brasil o 5° país a apresentar maior incidência, com cerca de 17 milhões de adultos diabéticos (entre 20 e 79 anos) registrados em 2019.
Com a doença, o organismo deixa de produzir ou absorver insulina, o hormônio que leva o açúcar para dentro das células. Sem esse trabalho, os níveis de glicose no sangue ficam desregulados, o que pode acarretar uma série de problemas graves, como perda da visão e pé diabético.

Diabetes e COVID-19
Por que os diabéticos fazem parte do grupo de risco da COVID-19?

A doença preexistente fragiliza o sistema imunológico e, com isso, o organismo tem dificuldade de combater o agente transmissor da infecção respiratória.
Por isso, a importância das pessoas com diabetes respeitarem ao máximo o isolamento social, quebrando essa medida de proteção apenas para ir ao consultório médico, com máscara e álcool em gel, já que o tratamento deve ser mantido mesmo durante a pandemia.

Outras recomendações da Sociedade Brasileira de Diabetes são:
- Controlar os níveis de glicemia
- Manter a frequência dos exercícios físicos
- Seguir uma alimentação adequada, independentemente das mudanças na rotina que vieram junto com o coronavírus

Tipo 1 e 2
De acordo com o Ministério da Saúde, existem vários tipos de diabetes. Os dois mais comuns são:

TIPO 1
Quando o sistema imunológico destrói as células do pâncreas que liberam a insulina no sangue, o que resulta em um alto nível de glicose no organismo, que pode variar de acordo com a alimentação, as atividades físicas e os medicamento. Corresponde a cerca de 10% dos casos de diabetes, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes. É uma doença crônica.

Sintomas
- Muita fome e sede
- Perda de peso
- Cansaço e fraqueza
- Vontade constante de urinar
- Variações de humor
- Náuseas e vômitos

TIPO 2
Tipo mais comum, com cerca de 90% de todos os casos de diabetes, acontece quando o organismo deixa de produzir uma quantidade suficiente de insulina ou não consegue utilizá-la corretamente para controlar a glicemia. Está relacionado principalmente ao excesso de peso, à má alimentação, ao sedentarismo, porém também pode ser causado por influência hereditária: há ao menos 50 genes que podem aumentar ou diminuir o risco de desenvolver Diabetes Mellitus 2. Dependendo da gravidade, pode ser controlado por uma mudança no estilo de vida.

Sintomas
- Muita fome e sede
- Formigamento nas extremidades do corpo (pés e mãos)
- Vontade constante de urinar
- Problemas de cicatrização
- Infecções de urina, rins e pele
- Visão embaçada

Tratamento
O tratamento do diabetes tem como objetivo manter os níveis de glicose controlados e para isso o acompanhamento com uma equipe de saúde multidisciplinar é essencial. Normalmente os pilares do tratamento são:

Mudança de hábitos
A alimentação adequada e a atividade física regular são fatores decisivos para o tratamento e o controle dos níveis glicêmicos e outras condições, como excesso de peso, hipertensão arterial, dislipidemia e risco cardiovascular.

Monitoramento da glicose
A medição diária da glicose no sangue com um aparelho específico (glicosímetro) e o registro desses dados possibilita manter a glicemia sob controle.

Medicamentos
Sempre sob orientação médica, medicamentos podem ser indicados para estimular a produção do hormônio ou impedir a digestão de carboidratos, que normalmente são transformados em glicose na corrente sanguínea.

A aplicação de injeções de insulina em regiões como barriga, glúteos, coxas e braços, com frequência e horários monitorados também é comum, a depender do tipo do diabetes e gravidade de cada paciente.

Possíveis complicações
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado e ininterrupto diminui drasticamente o risco de a doença acarretar complicações graves, como estas:

Cetoacidose diabética
Mais comum no TIPO 1, acontece quando o organismo, não conseguindo utilizar a glicose, usa os estoques de gordura para enviar energia para as células. Esse processo provoca a produção de cetonas, substâncias ácidas que desequilibram a corrente sanguínea. O quadro pode levar a pessoa ao coma e até a óbito. Boca seca, aumento da glicose, excesso de urina, visão turva, vômitos e mal-estar sinalizam urgência no atendimento médico.

Neuropatia diabética
Quando o funcionamento dos nervos periféricos é comprometido pelo alto nível de glicemia no sangue. A neuropatia diabética causa falta de energia, dores no corpo, formigamentos e sensação de fadiga e desânimo.

Má circulação e amputação
Sensibilidade reduzida nas extremidades do corpo e falta de circulação sanguínea nas pernas e nos pés. Isso aumenta o risco de feridas e infecções que podem evoluir para uma amputação. É aconselhado o uso de sapatos confortáveis para evitar feridas, além de prestar atenção à saúde dos pés.

Problemas nos olhos
O diabetes aumenta o risco de glaucoma, catarata e retinopatias, problemas oculares que podem evoluir para a cegueira. A glicemia alta pode alterar a composição dos olhos e afetá-los em diversos níveis, causando desde embaçamento até a perda total da visão.

Doença renal
Quando o nível de glicemia está alto, os órgãos filtram mais sangue, e essa sobrecarga compromete a absorção de proteína. A presença de moléculas de proteína na urina pode ser um sinal de doença renal avançada. O tratamento envolve transplante de rins ou hemodiálise.

Fatores de risco:
No caso de diabetes TIPO 1, a maior influência é genética. Se você tem parentes com doença, vale dobrar a atenção e fazer exames de glicemia regularmente.

Já a PRÉ-DIABETES e o diabetes TIPO 2 podem ser desencadeados principalmente por sobrepeso, obesidade e maus hábitos de vida. Algumas comorbidades e complicações podem vir associadas ao diabetes e servem como sinal de alerta para o acompanhamento constante e identificação da doença:

- Pressão alta;
- Colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue;
- Doença renal crônica;
- Síndrome dos ovários policísticos;
- Ter um pai ou irmão com diabetes.

Fonte: Saúde Ativa / SulAmérica Saúde
Rua Pernambuco, 2450 - Coqueiral - CEP 85807-050 - Cascavel/PR - Fone: (45) 3224-7212 / 3038-7216 / 99972-4744 / 99931-8072
COPYRIGHT TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.