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10/07/2020
Prevenção cardiovascular nas mulheres

Clínica Cardiológica Dr. Bastos

As mulheres são a maioria da população brasileira (51,7%), segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2018. De acordo com estudos nacionais e internacionais, a incidência de morte por Doenças Cardiovasculares (DCV) é de 53% quando comparada aos 4% do câncer de mama. Isto significa que a cada 10 mortes femininas 6 são provocadas por DCV. Estudos científicos confirmam que a Doença Arterial Coronária (DAC) se manifesta na mulher entre 5 a 10 anos mais tarde do que no homem. Aproximadamente 54% dos óbitos entre as mulheres ocorreram na faixa etária com 70 anos ou mais, enquanto para os homens o percentual foi de 37%. A causa mais provável desta diferença é a menopausa, período que ocorre uma queda dos hormônios, principalmente o estrogênio. A perda desta “proteção hormonal”, aumenta em 4 vezes o risco das DCV. Além disso, existe a relação direta destas DCV com o uso de anticoncepcionais orais, ou injetáveis, responsáveis por 8% dos Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) em países como o Brasil.
A chance é bem menor em mulheres mais jovens, não fumantes, com pressão normal, aumentando dez vezes em mulheres com histórico de hipertensão.
As DCV são mais incidentes em homens, com morbidade seis vezes maior do que as mulheres, na faixa etária de 35 a 44 anos. Porém, após os 45 anos, a frequência no sexo feminino acelera rapidamente e a diferença é reduzida a uma vez, após os 75 anos, com tendência a superar o sexo masculino a partir desta idade. Outro dado muito importante é que, considerando o infarto agudo do miocárdio, a mulher apresenta pior prognóstico com maior taxa de mortalidade: 39% contra 31% nos homens. Dados da Associação Americana de Cardiologia demonstram que cerca de 60% das mulheres não têm conhecimento suficiente acerca das DCV.
A Diretriz Brasileira sobre Prevenção de Doenças Cardiovasculares em Mulheres recomenda os seguintes protocolos para redução das DCV nas mulheres:

1. Intervenções no estilo de vida:
a) Abandonar o tabagismo, principalmente naquelas que fazem uso de anticoncepcionais;
b) Dieta rica: frutas, fibras vegetais e peixe;
c) Atividade física: 30 minutos de exercícios físicos moderados de 3 a 6 dias por semana;
d) Reabilitação: nos portadores de eventos cardiovasculares
(infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral);
e) Tratamento de depressão.

2. Intervenções em fatores de risco:
a) Controle da Pressão arterial: ≤ 120 x 80;
b) Controle do colesterol e dos triglicerídeos com medicação nos seguintes casos:
  • Mulheres com alto risco de DCV manter o LDL (colesterol “ruim”) abaixo de 100mg/dl;
  • Mulheres com risco intermediário manter o LDL menor ou igual a 130 mg/dl;
  • Mulheres sem fatores de risco, ou com risco baixo, podem manter o LDL maior ou igual a 190mg/dl.
c) Controle do Diabetes - medidas adequadas devem ser utilizadas para o controle da glicemia.
Assim, é de fundamental importância que as mulheres façam rotineiramente avaliação cardiovascular,
principalmente aquelas com fatores de risco, com idade acima de 45 anos.

*Fontes: IBGE, Associação Americana de Cardiologia e Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Prevenção das Doenças Cardiovasculares.

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