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Prevenção

20/05/2020
Respiração oral

NEO - Núcleo Especializado de Otorrinolaringologia

Todos nós estamos cientes da importância da respiração mas poucos observam o modo correto de respirar. A respiração oral traz prejuízo em todas as idades e afeta principalmente as crianças que, por estarem em fase de desenvolvimento físico e cognitivo, apresentam distúrbios compensatórios diversos.
A respiração oral instala-se geralmente frente a um processo obstrutivo do nariz que pode ser permanente ou transitório, uni ou bilateral. Entre as principais causas estão as rinites, rinossinusites, hipertrofia de adenoide, hipertrofia de cornetos e desvio do septo nasal.
Dentre as consequências desta disfunção, observa-se a flacidez da musculatura facial, que pode ser agravada pelo uso de chupetas e mamadeiras e resultar em alterações na fala, com imprecisão articulatória (fala enrolada), alterações na mastigação e deglutição, levando à preferência por alimentos pastosos e líquidos além de afetar o posicionamento da língua.
As alterações no sono mais vistas são: roncos, pausas respiratórias (apneia obstrutiva do sono), sudorese noturna, escape de saliva, sono agitado e enurese noturna, que podem levar a um sono não reparador. Essas alterações de sono em adultos se traduzem mais comumente em sonolência excessiva diurna, dificuldade de memória e cefaleia matinal e, em crianças, alterações de comportamento e dificuldade de concentração.
O ato de respirar pela boca também pode alterar o posicionamento dos dentes, do palato, a postura e ser um potencial causador de otites. Frente a essas diversas alterações e consequências é imperativo que o respirador oral deva ser avaliado com cautela considerando sempre a necessidade de uma avaliação multidisciplinar criteriosa, objetivando a prevenção e a melhora da qualidade de vida.
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