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20/03/2020
Suplementações sem prescrição colocam em risco a saúde renal

Renalclin - Clínica do Rim

Para se atingir os padrões estéticos atuais e ter um corpo com a musculatura bem definida, as pessoas recorrem ao uso de medicamentos, dietas hiperprotéicas e outras substâncias para alcançar resultados em um menor tempo. Os mais utilizados são: anabolizantes, hormônios, suplementos vitamínicos e de proteína. Além de medicações com possíveis efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes sem conhecimento científico.  

Qual a relação dessa prática com a saúde dos seus rins?

ANABOLIZANTES
O uso de anabolizantes (principalmente derivados da testosterona) não é recomendado. Além de provocarem alterações hormonais e desregular o sistema endócrino, têm sido observadas (porém sem estudos conclusivos) alterações renais na população que faz uso dessas substâncias. Um dos exemplos é a hiperfiltração glomerular, um tipo de alteração encontrada em pessoas que possuem Diabetes mellitus. Vale ressaltar que o excesso de testosterona tem efeito reverso no músculo.

VITAMINAS
Uma das vitaminas mais usadas é o composto ADE (vitaminas A, D e E). Um fato muito preocupante é que muitas pessoas ingerem vitaminas de uso veterinário, cuja dose é muito mais elevada, levando a um quadro chamado hipervitaminose. No caso da vitamina D, o excesso pode levar a um aumento no nível de cálcio no sangue, ocasionando calcificações nos órgãos, incluindo formação de pedra nos rins e calcificação direta do tecido renal, que pode inclusive evoluir para insuficiência renal crônica. Além disso, o excesso de cálcio pode acarretar em hipertensão e outros efeitos cardiovasculares. Há relatos de dezenas de pacientes com grau variável de insuficiência renal decorrentes do uso dessas vitaminas.

PROTEÍNA
Está comprovado cientificamente que o excesso de ingestão protéica (seja Whey, creatina ou BCAA - aminoácidos de cadeia ramificada) sobrecarrega os rins e a longo prazo pode ocasionar dano ao órgão. E a maioria das pessoas que os recomendam não são profissionais habilitados. Estudos demonstram um aumento da pressão arterial, provavelmente decorrente de lesão renal. É preciso avaliar se há a necessidade de suplementação, pois as pessoas necessitam em média de 10 a 15% do consumo de energia em proteína. O ideal é suplementar sem ultrapassar suas necessidades energéticas. Quando o consumo é acima do necessário há um aumento do risco de lesão renal.

Para algumas pessoas a suplementação é necessária. É o caso de atletas que precisam aumentar o desempenho e de quem está com deficiência de vitaminas e/ou hormônios. O grande problema é o uso indiscriminado por pessoas que praticam atividade física sem a intenção de competir, sem a orientação médica ou nutricional.

Fonte: Sociedade Brasileira de Nefrologia


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