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15/01/2020
Cirurgia pediátrica

Dra. Carolina Talini e Dra. Maria Lúcia Giolo

Hérnia Umbilical

A hérnia umbilical acontece em virtude de uma falha no fechamento da estrutura fibromuscular do anel umbilical, o que permite a protrusão de estruturas intra-abdominais (como alças intestinais e o epíplon – estrutura formada por tecido gorduroso) por meio do umbigo. Por ser uma área de fraqueza da parede abdominal, devido à implantação do cordão umbilical durante a gestação, a cicatriz umbilical tem uma forte propensão à formação de hérnias no recém-nascido. Pacientes prematuros, de baixo peso, desnutridos, ou que tenham alterações que cursam com aumento da pressão intra-abdominal são mais suscetíveis ao aparecimento da hérnia umbilical.
O sintoma mais comum relatado pelos pais é o abaulamento e o aumento do volume do umbigo, principalmente durante o esforço. Geralmente é redutível com facilidade e não causa dor ou desconforto.
Mais de 80% das hérnias umbilicais apresentam fechamento espontâneo nos primeiros dois anos de vida. Nas hérnias pequenas, essa possibilidade é ainda maior. O acompanhamento clínico deve ser feito desde o diagnóstico da hérnia. A cirurgia, em geral, é indicada somente quando a hérnia não fecha espontaneamente após os dois anos de idade ou, antes disso, nos casos que apresentam aumento importante de seu volume ou complicações associadas.


Hérnia Inguinal

Nos pacientes pediátricos, a hérnia inguinal é congênita e acontece devido à persistência de uma comunicação entre a cavidade abdominal e a parede abdominal, que existe normalmente na vida embriológica, porém, deveria se fechar ao final da gestação e nascimento do bebê. Ao contrário da maioria dos casos nos adultos, a hérnia da criança não está relacionada ao esforço físico. Meninos e bebês prematuros têm mais chance de apresentar hérnia inguinal.
Caracteristicamente, a hérnia inguinal é identificada pela presença de um inchaço/caroço na região da virilha, que fica mais proeminente quando a criança chora, tosse, pula ou faz esforço. Esse inchaço decorre da exteriorização de parte do intestino ou da gordura intra-abdominal por meio deste conduto aberto. Pode ou não apresentar dor e desconforto associados. O diagnóstico consiste geralmente em uma boa história clínica e exame físico. Exames complementares, como a ecografia, não são obrigatórios.
Esse tipo de hérnia não tem fechamento espontâneo. O tratamento consiste em cirurgia para correção do defeito e fechamento do conduto que permaneceu aberto. Para a cirurgia da criança, não é necessária a colocação de tela (como ocorre na cirurgia dos adultos). Em geral, a cirurgia é indicada no momento do diagnóstico da hérnia inguinal, a menos que exista contraindicação. Se possível, os pacientes podem ser operados em regime ambulatorial, recebendo alta no mesmo dia da cirurgia.
 
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