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20/01/2020
Pesquisa revela que 6 em cada 10 brasileiros  gostariam de se alimentar com mais calma e tempo

Conheça o comportamento do brasileiro na hora das refeições em 2019 e quais são as mudanças de hábito para 2020
A saúde alimentar entrou no radar dos brasileiros. Como as pessoas observaram suas refeições de 2019, e agora como pretendem cuidar da saúde em 2020? Quais são suas expectativas? Pensando nisso, a Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de consumo, entrevistou digitalmente mais de 1.800 brasileiros entre 16 e 75 anos em todo o país, que fazem no mínimo uma refeição fora de casa entre segunda e sexta-feira, analisando o comportamento de cada refeição, café da manhã, almoço e jantar.

Café da Manhã
Para 35% dos brasileiros entrevistados, o café da manhã deveria ser uma boa refeição, mas hoje não a consideram ideal. Entre os jovens esse número sobe para 41%. Enquanto 64% dos brasileiros acreditam que poderiam ter mais tempo no café da manhã; 43% acreditam que esta refeição poderia ser mais saudável; 48% disseram que deveria reduzir o açúcar; 38% gostariam de mais frutas; 32% variariam o cardápio, e 26% gostariam de comer menos pão. A pesquisa também mostrou que 81% dos brasileiros tomam o café da manhã em suas casas e 67% tomam o segundo café no trabalho ou no local de estudo em até 2 horas após terem saído de casa. Neste segundo momento a escolha do brasileiro é o café puro.
Como expectativas para 2020, o brasileiro pretende beber mais sucos e leites e deixar o café preto para depois do almoço ou no lanche da tarde, trocar os petiscos gordurosos por snacks saudáveis, incluir grãos sem glúten, torradas integrais, geleias naturais e produtos orgânicos locais. Menos açúcar também foi citado, e para substituí-lo de manhã, o brasileiro pretende incluir mais frutas.

Almoço
Estudo aponta que 40% dos brasileiros almoçam fora de casa mais de três vezes por semana, e esse número sobe para 49% entre jovens. Na hora do almoço, a pesquisa identificou que a maioria da reclamação é não conseguir manter uma dieta balanceada. Na hora de sair para almoçar, o brasileiro prefere restaurante por quilo, prato feito e buffet, respectivamente nessa ordem.
Dos entrevistados, 73% disseram que poderiam montar pratos mais saudáveis nos restaurantes por quilo; 71% gostariam de reduzir o consumo de "frituras"; 68% dos brasileiros gostariam de poder comer com mais calma; 51% acreditam que poderiam reduzir o consumo de refrigerantes; 40% evitariam buffets, pois misturam muitos tipos de alimentos e 33% acreditam que poderiam consumir mais frutas.
Em 2019, o brasileiro já modificou um pouco seu comportamento na hora do almoço: 49% dos entrevistados introduziram mais saladas no prato, buscando uma alimentação melhor. Porém, 61% ainda acham que não é o suficiente e querem melhorar seu mix diário de alimentos.
Com relação a idade, 43% dos brasileiros com mais de 30 anos e 40% abaixo dos 30 anos, tentam se alimentar no dia a dia com marmitas que preparam em casa, visando economizar e se policiar para se alimentar saudavelmente.
Cerca de 61% consideram uma refeição completa na hora do almoço se ela é finalizada com uma sobremesa, fruta ou café.
E o que mais agrada e mais incomoda nos restaurantes? 69% dos entrevistados elogiaram os locais que tinham talheres, guardanapos e tempero na mesa; 73% dos brasileiros na hora de escolherem o restaurante para almoçar, tentam buscar opções onde suas roupas não fiquem com "cheiro de comida". Na maioria das vezes não conseguem, e se conformam, mas acabam reclamando do local para outras pessoas.
O atendimento continua sendo um diferencial para o brasileiro: 66% dos brasileiros relacionam seu retorno ao local ao bom atendimento que tiveram. Nas cidades menores essa relação é ainda mais forte.
Como expectativas para 2020, o brasileiro gostaria de ter acesso a um conteúdo colaborativo, em que ele pudesse buscar mais informações sobre os alimentos que está consumindo, compartilhar suas experiências. Melhorar ainda mais o mix de opções do prato é um dos principais objetivos para o ano que vem. Os temperos naturais também foram citados, inclusive, reduzir sódio e condimentos, com molhos e temperos mais naturais e frescos. Um dos principais desejos do brasileiro para 2020 é conseguir fazer uma refeição com a família pelo menos 1x por semana.

Jantar

O jantar é a refeição mais praticada em casa pelo brasileiro: 77% jantam em suas casas no mínimo 6x por semana, entre brasileiros com mais de 30 anos, entre os brasileiros abaixo dos 30 esse número cai para 68%. Apesar de ser a refeição mais realizada nos lares brasileiros, é também a mais negligenciada. 56% dos brasileiros nem pensam no assunto até sentirem fome, entre os jovens brasileiros esse número sobe para 63%.
Em média 64% dos entrevistados acreditam que poderiam planejar o jantar antecipadamente; 43% disseram que poderiam comer algo mais leve e mais saudável; 49% gostariam de reduzir o pão e similares; 40% gostariam de evitar o consumo de comida pronta; 37% disseram que poderiam introduzir mais verduras e legumes, e 33% poderiam reduzir o consumo do café.
Segundo observado pela pesquisa, um dado chamou atenção: o pãozinho está presente no jantar tanto quanto no café da manhã: 81% dos entrevistados afirmaram ter o pão presente nas refeições noturnas. Ao menos uma pessoa da casa inclui esse alimento no jantar.
E 6 em cada 10 brasileiros gostariam de se alimentar mais cedo e mais leve, pois acreditam que dormiriam melhor. Nos jovens abaixo dos 30 anos, 7 em cada 10 pensam dessa forma.
Para 2020, o brasileiro gostaria de ter um sono melhor, podendo se alimentar mais cedo, com mais saladas, e reduzindo consumo de cafeína. O lanchinho noturno, só se extremamente necessário, trocando o pão por alimentos mais saudáveis e leves, como barras de cereais, sementes frutas e leite. O brasileiro quer resgatar a refeição em família e menos celulares a mesa.
Sobre os deliverys de comida, o brasileiro espera que em 2020 eles possam atender até mais tarde, porém com opções mais saudáveis do que pizzas e lanches.

Fonte: Hibou - empresa especializada em pesquisa e monitoramento de mercado e consumo.
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