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15/07/2015
AVC e depressão: uma nova esperança no tratamento

 A EMTr é uma técnica não invasiva de tratamento neurológico, que pode ajudar pacientes com depressão ou que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC)

A Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva (EMTr) é uma modalidade de tratamento e pesquisa implantada desde 1985 no campo da Neurologia. O método forneceu aos médicos, pela primeira vez, a oportunidade de realizar uma análise não invasiva das funções do córtex humano, investigação neurofuncional e da transmissão nervosa cerebral. 
A técnica funciona da seguinte forma: uma bobina envolta por fios elétricos é colocada sobre a cabeça do paciente no local onde serão emitidos pulsos de energia, criando um campo magnético, que estimulará o cérebro de maneira focalizada. Conforme a área tratada for estimulada, ela pode aumentar ou diminuir a atividade cerebral, podendo-se então modular, de forma terapêutica, o funcionamento neural de acordo com o problema apresentado. O tratamento é focal, sem necessidade cirúrgica para a realização e praticamente indolor.
Como opção de tratamento, a EMTr vem sendo aplicada no Brasil como prática médica em pacientes com depressão desde 2012 após aprovação do Conselho Federal de Medicina (CFM). Outros estudos começam a apontar que a estimulação magnética é um recurso promissor no auxílio da neuroreabilitação de pacientes que sofreram um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

EMTr em pacientes pós-AVC
O derrame, ou Acidente Vascular Cerebral (AVC), pode ocorrer de duas maneiras: por isquemia, quando uma artéria que irriga o cérebro é obstruída, causando a morte das células pela falta de oxigênio, podendo levar à morte ou a perda de tecido cerebral. Outro modo é por hemorragia, mais raro, que ocorre após um vaso sanguíneo intracraniano se romper, levando à formação de um coágulo que afeta as funções cerebrais.
Esse trauma pode afetar algumas funções corpóreas, como sequelas que prejudicam a capacidade de movimentar os membros ou a fala dos pacientes pós-AVC. O uso da EMTr vem sendo estudada e aplicada para auxiliar a recuperação das áreas afetadas.
Por meio das ondas magnéticas, o tratamento pode promover mudanças e estímulos nas áreas próximas a lesão causada pelo AVC (ou inibem a ação em partes não afetadas). Os resultados ainda não são conclusivos, mas o uso em pacientes já demonstrou uma melhora no desempenho de mãos e braços debilitados. 
A pesquisa de novos tratamentos é necessária, já que a doença é uma das principais causas de mortes no Brasil e entre os sobreviventes, ao menos 30% ficam dependentes dos cuidados da família para executar as atividades cotidianas devido às sequelas motoras causadas pela doença.
A recuperação é mais eficaz nos primeiros meses após a doença, pois os resultados são mais satisfatórios. A estimulação magnética entraria como técnica aliada à fisioterapia, fonoterapia e terapia ocupacional, para reabilitar as funções e garantir a volta à vida normal ao paciente. 
 
EMTr no tratamento contra a depressão
Com a facilidade para a realização do método e dos resultados obtidos contra a depressão, a técnica do EMTr começa a ser difundida no Brasil. A principal vantagem é por não apresentar efeitos colaterais, oposto ao uso de medicamentos. No Brasil,  é aprovado como tratamento de uso exclusivamente clínico, com equipamentos que seguem rigorosamente as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 
Para realizar o tratamento, a indicação deve obedecer a rígidos critérios, que começam com a análise do histórico do paciente. Após levantamento, o médico realizará medições para determinar o local das aplicações, a frequência e a intensidade das ondas eletromagnéticas. O procedimento pode ser feito em ambulatórios, mas o local deve dispor de condições para assistência a possíveis complicações.
Durante a aplicação, o paciente fica acordado e pode voltar para casa logo após. Parte dos pacientes podem apresentar uma leve dor de cabeça na área tratada. Em média, são recomendadas de 15 a 20 sessões, com 20 minutos de duração cada, suficientes para uma melhora nos casos de depressão. A estimulação magnética transcraniana também pode ter associação com medicamentos antidepressivos.

Em Cascavel, o médico Rene Cecílio Filho, graduado pela Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro/MG, especializado em Neurocirurgia pela Santa Casa Misericórdia de Ribeirão Preto/SP e pela Sociedade da Beneficência Portuguesa de São Paulo, também é membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN),  já utiliza a moderna técnica do EMTr em seus tratamentos. 

Fontes: Revista Neurociências; Hospital Israelista Albert Einstein; Conselho Federal de Medicina; Centro Brasileiro de Estimulação Magnética Transcraniana (CBrEMT).
 
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