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20/01/2020
Criação da retina artificial está cada vez mais próxima

Protótipos foram desenvolvidos e testados, mas devem ser aprimorados para que possam ser inseridos precisamente no olho e colocados na retina

O trabalho desenvolvido por pesquisadores israelenses com o objetivo de criar uma retina artificial que substitua a ação dos fotorreceptores naturais do olho quando destruídos por degeneração macular relacionada com a idade (DMRI) já se mostra, confirmadamente, promissor. Segundo a diretora do Centro de Nanociência, Nanotecnologia e Nanomedicina do Instituto Universitário de Tel Aviv, Yael Hanein, os protótipos de visão artificial foram desenvolvidos e testados no laboratório, mas eram muito grandes e volumosos para uso cirúrgico. “O desafio agora é desenvolver algo compacto que possa ser inserido precisamente no olho e colocado na retina”, anuncia. A pesquisa vem sendo desenvolvida nos últimos dez anos e representa uma verdadeira revolução na Medicina.
Para criar a visão artificial, os pesquisadores usam nanotubos de carbono, dentro dos quais componentes fotossensíveis são introduzidos. Integrados a um polímero biocompatível, esses nanotubos podem gerar o campo elétrico de estimulação retiniana necessária. "Eles se ligam ao tecido biológico, quase como um velcro natural e fantástico, com dispositivos eletroquímicos que podem ser usados como elétrodos, tanto para registro quanto para estimulação", explica a pesquisadora, que já demonstrou essa abordagem usando um novo polímero condutor depositado na interface do elétrodo: “Uma retina cega é colocada na interface. Quando a direção da luz entra de uma maneira muito específica, a retina pode ver”.
Yael reconhece que ainda há muito a ser desenvolvido nesta área, “mas já mostramos que funciona e que podemos estimular e restaurar as informações visuais da retina em um sistema essencialmente cego”.

O que é a DMRI
A perda da visão central decorrente da DMRI ocorre quando os fotorreceptores se degeneram. Os fotorreceptores são as células sensíveis à luz, cuja função é converter os raios luminosos em impulsos elétricos e transportá-los até o cérebro através do nervo óptico. A DMRI compromete este processo, provocando a perda gradativa da visão.
A degeneração macular relacionada à idade é uma das principais causas de cegueira no mundo e acomete, principalmente, pessoas com mais de 55 anos de idade. Com o aumento da longevidade nos países desenvolvidos, a tendência é que cada vez mais idosos venham a sofrer com a doença. No Brasil estima-se que aproximadamente 3 milhões de pessoas apresentem DMRI em diferentes estágios (Unicamp/2017).
Há dois tipos de DMRI: seca ou exsudativa (úmida). Cerca de 90% das pessoas com degeneração macular apresentam a DMRI seca, caracterizada pelo acúmulo de pequenas drusas (“cristais”) na retina, que podem levar à deterioração e atrofia da mesma.
A DMRI exsudativa é uma forma mais agressiva da doença. Consiste na formação de vasos sanguíneos anormais e mais fracos na camada coroide (atrás da retina), que se rompem e transbordam um fluido entre as camadas da retina, fazendo que as células fiquem inativas.

Principais fatores de risco da DMRI:
• gênero feminino;
• idade;
• obesidade;
• raça branca;
• consumo de bebida alcoólica;
• consumo excessivo de gorduras;
• dietas pobres em frutas e verduras;
• exposição ao sol sem proteção ocular;
• hipertensão arterial;
• tabagismo — duplica a probabilidade de desenvolver DMRI e triplica em relação a forma úmida da doença.

Fonte: https://israelnoticias.com/tecnologia/ e https://retinapro.com.br/
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