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19/11/2019
O que a descoberta do novo subtipo do HIV representa para a Ciência

 O mundo inteiro tem noticiado a descoberta de um novo subtipo do HIV, realizada por cientistas estadunidenses. É a primeira cepa descoberta em 19 anos, desde que as diretrizes para classificação de subtipos foram estabelecidas em 2000.
 
Como outros vírus, o HIV tem diversos subtipos (ou cepas) diferentes, resultado da sua capacidade de mutação ao longo do tempo. Ao acompanhar a evolução do vírus e saber quantas cepas existem, os pesquisadores conseguem criar um mapa mais completo de como o vírus evolui, além de desenvolver métodos de diagnósticos e tratamentos em potencial, mais eficazes tanto para o HIV como para a AIDS. 
 
Por outro lado, a descoberta deixa cientistas e comunidade médica em alerta, pois abre precedentes para a suspeita de que, ao ganhar novas características, o vírus pode criar sistemas de defesa contra agentes defensivos já existentes, como coquetéis ou profilaxias pré e pós-exposição.
 
Como a descoberta é recente, ainda não se sabe se essa variante do vírus pode afetar o organismo de maneira diferente. No entanto, o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, Dr. Anthony Fauci, acredita que “os tratamentos atuais contra o HIV provavelmente sejam eficazes contra essa cepa como são para diversas outras”.
 
 
“Agulha em palheiro”
 
Até o momento, sabe-se da existência de quatro classes de HIV – P, N, O e M. A que desperta maior atenção é a M, que representa 90% dos casos de infectados no mundo. O grupo contém, até o momento, 10 subtipos identificados. O novo subtipo é o L. 
 
“Identificar novos vírus como este é como buscar uma agulha em um palheiro. Com o avanço da tecnologia, a partir do sequenciamento mais moderno, é como se buscássemos esta agulha com um ímã. Essa descoberta vai ajudar a interromper novas pandemias”, afirma Mary Rodgers, uma das pesquisadoras no estudo que descobriu a nova mutação.
 
A Aids no mundo
 
Investigadores que reconstituíram a trajetória do vírus HIV concluíram que a AIDS surgiu em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, na década de 1920, e começou a se propagar pelo mundo a partir de 1960. Um dos primeiros casos de AIDS registrados no continente americano apareceu no Haiti, no ano de 1978. Ainda não sabiam exatamente o que seria a enfermidade, que só foi reconhecida como Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) em meados de 1981, nos EUA. O primeiro caso da doença identificado no Brasil foi em 1982.
 
Conforme o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), atualmente cerca de 37,9 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com o HIV, sendo que cerca de 23,3 milhões têm acesso à terapia antirretroviral.
 
De acordo com a Dra. Carole McArthur, pesquisadora e professora da Universidade de Missouri, “para encerrar a pandemia do HIV, é preciso continuar acompanhando esse vírus em constante mudança e usar os últimos avanços em tecnologia e recursos para monitorar sua evolução”. 

Fontes: https://hypescience.com, https://www.msn.com/pt-br/health/ e Unaids.org.br
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