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20/09/2019
Sal vilão ou mocinho?


Quem decide é você!


O consumo diário de sal deve ser de 5 gramas, o equivalente a menos de uma colher de chá rasa

Muito se fala dos perigos que o sal pode causar no organismo. Isso não ocorre à toa, pois a lista de problemas é realmente extensa. Mas por outro lado, o sal é uma substância essencial para a vida. Nossas células precisam dele o tempo todo; sem ele, ficariam desidratadas e perderiam seu volume normal. O sal também aumenta os movimentos peristálticos dos intestinos, estimula a produção de energia, controla o ritmo cardíaco, auxilia no funcionamento dos rins, além de ser muito importante para quem pratica mais de uma hora de exercícios físicos, pois ajuda a repor o sódio perdido com o suor.
Agora a questão: se ele é vital para o bom funcionamento do organismo, quando passou a ser considerado um dos vilões da saúde? Quando nós passamos a exagerar na dosagem. Ou seja, a culpa não está no sal, mas na quantidade que consumimos.
O consumo ideal de sal deve ser de 5 gramas por dia, mas o brasileiro chega a consumir de 12 a 15 g/dia, conforme pesquisa da Organização Mundial de Saúde. Esta conta inclui tanto o sal utilizado no preparo dos alimentos como o que consta nos produtos industrializados, que o utilizam (em grande quantidade) como conservante.
A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) já chegou a convocar a indústria alimentícia para reduzir o sal em seus produtos, especialmente naqueles destinados às crianças. Paralelamente, está fazendo um chamamento para que as famílias preparem mais refeições em casa e com ingredientes frescos.

Diversidade
Atualmente há vários tipos de sal no mercado, com diferentes quantidades de sódio e outros minerais, cores e texturas. Aqui listamos alguns tipos de sal para te ajudar a variar na cozinha:

• Sal marinho: é raspado manualmente da superfície de lagos de evaporação. Por não passar por processo térmico ou de branqueamento, mantém os microminerais e nutrientes (inclusive o iodo) que o sal refinado perde no processo de industrialização.

• Sal do Himalaia: Possui mais de 80 minerais, entre eles cálcio, magnésio, potássio, cobre e ferro. Por causa da presença desses minerais, tem cor rosada e um sabor suave.

• Sal negro: originário dos vulcões da Índia, tem um sabor sulfuroso. Não é refinado. Possui cloreto de sódio, cloreto de potássio e ferro.

• Sal do Havaí: é rico dióxido de ferro e pode ser incorporado em molhos, saladas, vegetais e grelhados de carne vermelha.

• Sal light: possui teor reduzido de sódio (50% de cloreto de sódio e 50% de cloreto de potássio). É indicado para condimentar e conservar alimentos.

• Sal líquido: de sabor suave, é obtido a partir da dissolução de um sal com alto grau de pureza, livre de aditivos.


OS POPULARES

- Sal refinado: é o mais conhecido e utilizado nas cozinhas em geral. Por possuir uma textura fina, se mistura com facilidade aos mais diversos pratos. Assim como o sal marinho, é proveniente da evaporação da água do mar, mas devido ao sistema de refinamento para retirada das impurezas e branqueamento, acaba perdendo boa parte de minerais. Após o refinamento, passa por um processo de iodação, pois a deficiência do iodo no organismo pode desencadear doenças.

- Sal grosso: é obtido pela extração mineral ou por meio da concentração e secagem da água do mar. Por não passar pela refinação, como o sal fino, normalmente não possui aditivos químicos e evita o ressecamento dos alimentos.

Composição do sal
O sal possui em sua composição cloro (Cl) e sódio (Na). Por isso é conhecido como cloreto de sódio (NaCl). Um grama de sal possui 400 mg de sódio e 600 mg de cloro.

Fontes: Organização Pan-Americana da Saúde; Revista Superinteressante e Saúde News
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