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20/09/2019
O amor na visão da Constelação Sistêmica

Márcia Isabel Keinehr - Cursos e Terapias Sistêmicas

O que é o amor? A visão sistêmica trata essa definição como uma junção de aceitação e afeto, sendo considerado o maior sentimento de relacionamento com outras pessoas e com a vida. Aceitar o modo como vivemos e os motivos que nos trouxeram até os dias atuais são oportunidades de conexões com a nossa essência.
Com a convivência o amor entre casal se torna uma troca afetiva que envolve intimidade e sexualidade. Mas no geral, o amor não se caracteriza como um sentimento, e sim uma atitude, aceitação incondicional e agradecida do outro, tal como ele é.
Por meio do afeto dos nossos pais temos as primeiras referências de feminino e masculino. Se existe algum problema em nossa vida, isso pode significar um aprisionamento de nossa mente ao passado. O amor e a gratidão liberta apenas quando compreendemos e aceitamos os problemas das nossas relações familiares, de modo especial com os nossos pais.
Temos um elo muito forte com eles, afinal, são os responsáveis em nos ensinar a amar. Tudo o que nos separa desse amor incondicional se transformará em uma barreira entre nós e a nossa relação com as outras pessoas. Se houve algum fato interrompendo o amor dos pais, também haverá com o parceiro e a vida.
A paixão não nos permite ver a outra pessoa como realmente é. Observamos aquilo que projetamos no outro. Um impulso incontrolável que vem do nosso sistema familiar com a finalidade de curar ou compensar algo, graças à atração pelo outro.
A primeira etapa da paixão acontece quando a pessoa está tomada por um movimento sistêmico instintivo totalmente a serviço da vida.
O sentimento de paixão acaba no momento em que se cria um distanciamento do outro para visualizar o relacionamento como um todo com objetivo de identificar o seu EU.
Quando o amor está em desequilíbrio, as pessoas se sentem mal-amadas e maltratadas, talvez isso explique o motivo de descontar os sentimentos de desamor em outras pessoas, como uma maneira de punir alguém pelos acontecimentos em sua vida amorosa.
Ao viver sentimentos de rancor, ressentimento e vingança, nos aprisionamos em um campo de pertencimento ou de compensação. Como se vivêssemos o passado da nossa infância ou de nossos ancestrais.
Aos interessados em sair desses padrões sugiro que comecem pela consciência e o comprometimento em adotar novos hábitos. De que maneira? Aceitem a vida do jeito que foi e como será. Uma boa alternativa é a Terapia da Constelação Sistêmica que auxilia nesses movimentos de mudança.
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