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12/03/2019
Envelhecer não é sinônimo de inatividade

Número de idosos cresce consideravelmente no Brasil: saiba como ter mais qualidade de vida e envelhecer de maneira saudável

O número de pessoas com idade superior a 60 anos chegará a dois bilhões até 2050, o que representa um quinto da população mundial, conforme informações da Organização Mundial de Saúde (OMS). O Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, tinha em 2016 a quinta maior população idosa do mundo, sendo que, em 2030, o número de idosos ultrapassará o total de crianças entre zero e 14 anos.
Diante desses dados, surgem diversos desafios envolvendo perspectivas futuras e políticas públicas, que atendem as necessidades e todas as interfaces no que se refere à saúde, ao lazer, à acessibilidade e à qualidade de vida dessa parcela da população. Além do planejamento no campo financeiro, seja por meio do âmbito pessoal ou social, tratando-se da Previdência Privada, existem ainda as preocupações no que diz respeito ao envelhecimento saudável, sobretudo, à prevenção de doenças e a manutenção da saúde. Observando ainda que a expectativa de vida do brasileiro vem aumentando e passou de 45,5 anos em 1940 para 73,6 anos em 2010, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compreende-se a importância de pensar no envelhecimento como uma fase essencial da vida, muito além de um processo natural. Inclusive, viver mais e com qualidade é o que projeta a especialidade de Geriatria, responsável por trabalhar na prevenção e no tratamento de patologias relacionadas ao avanço da idade.
Em conjunto com esse propósito, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) segue o termo adotado pela OMS: envelhecimento ativo, que se aplica tanto a indivíduos quanto a grupos populacionais. Trata-se de permitir que as pessoas percebam o seu potencial para o bem-estar físico, social e mental ao longo do curso da vida, participem da sociedade de acordo com seus desejos e capacidades e, ao mesmo tempo, tenham proteção, segurança e cuidados adequados, quando necessários.

A SBGG listou 45 dicas de hábitos que contribuem para uma vida saudável e um bom envelhecimento. As principais são:

Cuide da pressão arterial e controle a glicemia (açúcar no sangue): a hipertensão arterial pode levar à insuficiência renal, insuficiência cardíaca, derrame cerebral, ataque cardíaco e acelera a arteriosclerose. Já a diabetes é uma das maiores causas do envelhecimento precoce e provoca severos danos em importantes órgãos (olhos, rins, cérebro) e na circulação.

Não fume: O fumo se relaciona com o câncer no pulmão, enfisema pulmonar, úlceras, impotência sexual, ataque cardíaco, gangrena nas pernas, hipertensão arterial e suas consequências.

Faça exercícios aeróbicos e pratique esportes: haverá melhora do condicionamento cardiorrespiratório, produtividade, libido, tônus muscular, memória, tensão, ansiedade, qualidade do sono, fadiga, entre outros benefícios. 

Procure eliminar as tensões e o estresse: organize melhor sua vida, aprenda a “fugir” de problemas e tenha disciplina para não se enervar com coisas pequenas. Seja alegre e tolerante, divida responsabilidades, não seja apressado, seja otimista e tenha amor próprio.

Equilibre sua alimentação: faça pelo menos três refeições diárias, substitua a carne vermelha por carne branca (2 ou 3 vezes na semana) e evite o excesso de sal. Consuma diariamente alimentos ricos em fibras (feijão, verduras, aveia, maçã, pão integral, centeio, manga, germen de trigo, etc.), que auxiliam na digestão e no controle do colesterol. Além disso, a alimentação só é completa quando se ingere frutas (especialmente banana, maçã, mamão, laranja e acerola), verduras (alface, couve, agrião, brócolis, espinafre, almeirão e chicória), legumes (cenoura, vagem e rabanete, por exemplo), cereais e leite magro. A comida típica brasileira (arroz, feijão, verduras e bife) é uma das “melhores do mundo” do ponto de vista geriátrico.

Evite a obesidade: mantenha-se no peso ideal, consumindo poucas frituras e doces.

Tenha um “hobby” e fuja da solidão: dedique um tempo ao que você gosta de fazer, conviva com outras pessoas, sejam amigos ou familiares, e não se sujeite ao isolamento social.

Respeite suas vontades: Viva nas normas sociais, porém nunca em função total delas. Não se apegue a “tabus”, ignore os preconceitos, não viva em função do que os outros pensam, seja “autêntico” e se valorize. Um preconceito inaceitável é com relação à sexualidade. É importante exercitá-la.

Beba no mínimo 1,5 litro de líquidos diariamente: água, sucos naturais, água de coco, chá e leite desnatado são os mais indicados.

• Estabeleça uma reposição adequada de vitaminas: A, E e C principalmente, além dos oligoelementos zinco, selênio e cobre que em doses corretas, possuem ação antioxidante e de combate aos radicais livres. Converse com seu médico a respeito.

Cuidado com bebidas alcoólicas: beba com moderação e dê preferência aos vinhos tintos.

Durma bem: repouse de seis a oito horas por noite.

Nunca tome medicamentos sem orientação médica: não repita receita médica por conta própria. O uso abusivo ou inadequado de remédios é uma das grandes causas de mortalidade.

Tire férias: fuja da rotina e preze pelo seu descanso.

Exercite sua mente: faça leituras, estudos, escritas, jogos, palavras cruzadas, veja filmes, converse e interaja no dia a dia.

Faça reposição hormonal, se necessário: Toda mulher a partir do momento que inicia o climatério, com ou sem sintomas, deve procurar o seu médico para avaliar a possibilidade da reposição hormonal, o que contribuirá para minimizar a osteoporose e o envelhecimento precoce.

Tenha um médico de sua confiança: esse profissional conhecerá você, sua família e seu organismo cada vez mais, prestando as orientações e indicando tratamentos de acordo com as necessidades.

Tenha consciência sobre sua idade e limitações: o ser humano tem três fases (criança, adulto e idoso), cada uma com suas particularidades. São diferentes as formas de manifestações das doenças, a intensidade e a maneira de tratá-las, bem como as diferenças orgânicas e psicológicas em cada um desses períodos da vida.

Tome cuidado com a ociosidade: não importa a idade, tenha sempre algo para fazer, uma obrigação, um trabalho ou um “ideal” para ser conquistado ou mantido. Na terceira idade as doenças depressivas são muito comuns, por isso, planeje sua aposentadoria.

Aproveite ao máximo: a espécie humana tem programação genética para viver 120 anos. Trabalhe como se fosse viver eternamente, mas viva com qualidade, pois a morte é inevitável.

“Mais importante que acrescentar anos à vida é acrescentar vida aos anos.”

Fonte: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Hospital Sírio-Libanês e Jornal da USP 
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