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Prevenção

15/11/2018
Desempenho funcional no processo de reabilitação passa primeiro por uma avaliação eficaz

Silvia Tessaro

Intenso e ininterrupto com o fisioterapeuta, o tratamento precisa ter continuidade também em casa

O universo neurológico é complexo e fascinante ao mesmo tempo. Em pacientes com alguma disfunção no sistema nervoso, os enigmas são ainda maiores, por isso destaca-se a importância do fisioterapeuta na reabilitação neurológica, especialmente para pessoas que sofreram acidentes, pacientes com doenças decorrentes de alterações genéticas ou pré-existentes ou para crianças com atraso no desenvolvimento. Como o leque de terapias é vasto, o importante é ter objetivos específicos e saber onde se quer chegar.

Ampliar movimentos, melhorar a postura, realizar atividades diárias, promover a inclusão social, prevenir novas doenças, fortalecer a musculatura, a coordenação motora e o equilíbrio estão entre as metas a serem alcançadas com o tratamento.

Devido às limitações impostas e sequelas, o processo de reabilitação visa à máxima independência funcional possível do paciente, com um tratamento individualizado, “ainda que as disfunções sejam semelhantes, pois cada um reage de uma maneira única aos estímulos”, esclarece a fisioterapeuta Silvia Tessaro, que acumula experiência de 12 anos na reabilitação neurológica, aliando conceitos de terapias internacionais às técnicas de estimulação diária dos pacientes.

Quanto mais cedo, melhor o resultado!
Desde que nasce, o bebê com comprometimento neurológico precisa de atenção especializada e integral para que seja estimulado o desenvolvimento sensório-motor, trabalhando a resposta motora que compromete o processo de aquisição de marcos motores como rolar, sentar, engatinhar, andar e, mais tarde, o desempenho nas atividades de vida diária como banhar-se, alimentar-se, vestir-se, entre outras.

Para favorecer o aprendizado motor, o trabalho de reabilitação deve ser intenso e ininterrupto, provocando o sistema nervoso e sensorial de forma lúdica, terapêutica e conduzida.

Família tem papel fundamental
É importante lembrar que o desempenho funcional é influenciado também pelo ambiente no qual a criança está inserida e pela dinâmica familiar. Junto com o fisioterapeuta, os pais têm papel fundamental no processo de reabilitação.

"O processo em casa precisa ser continuado, porque o cérebro se mantém recebendo no restante do dia as informações da interação que se faz durante os 50 minutos em terapia. Caso isso não ocorra, dificulta a memória e leva muito mais tempo para efetivar o movimento", detalha Silvia Tessaro.

Um avanço, muitas vitórias!
O processo de reabilitação é complexo e requer paciência, motivação e dedicação de todos os envolvidos. A cada novo movimento, expressão corporal ou manifestação de emoção, uma nova vitória é consolidada.
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