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15/11/2018
No Brasil, estima-se que nasçam trinta mil crianças com cardiopatia congênita anualmente

As cardiopatias congênitas são anormalidades na estrutura do coração e/ou dos grandes vasos associados ao órgão. Seu desenvolvimento ocorre durante as oito primeiras semanas de gestação, período em que o coração do bebê se constitui.
Dentre as anomalias conaturais existentes, a cardiopatia é a mais comum, além de ser uma das principais causas de óbitos neonatais relacionadas a malformações congênitas. Estima-se que no Brasil aproximadamente trinta mil crianças nasçam com algum tipo de problema cardíaco, ou seja, a cada 100 bebês um é cardiopata. Dentre eles, 95% dos casos necessitam de cirurgia para a correção do problema, porém menos de 29% dos casos recebem auxílio médico necessário para continuarem a viver.
Não existe uma causa cientificamente específica que possa explicar o desenvolvimento das cardiopatias, mas sabe-se que elas ocorrem pela interação de múltiplos fatores genéticos e ambientais. A medicina apresenta alguns fatores que podem contribuir para a má-formação cardíaca:
- Pais ou filhos anteriores com cardiopatia congênita;
- Mães com mais de 35 anos;
- Portadoras de diabetes, hipotireoidismo, lúpus eritematosos sistêmicos (LES) ou toxoplasmose;
- Rubéola durante a gestação;
- O uso de medicamentos como anticonvulsivantes, anti-inflamatórios, ácido retinoico, lítio, entre outros durante a gestação;
- Gestação de gêmeos ou múltiplos;
- Gravidez por fertilização in vitro.
É fundamental redobrar os cuidados com o pré-natal, pois quanto mais cedo se descobrir a doença, mais chances de vida terá o bebê.


As principais formas de diagnóstico

Ultrassom morfológico
O diagnóstico pode ser feito antes do nascimento do bebê. O ultrassom morfológico é um exame abrangente que examina todo o corpinho da criança (cérebro, pulmões, rins, mãos, pés), inclusive o coração – alteração no ritmo, na estrutura ou na função cardíaca. O exame costuma ser realizado aproximadamente na 20ª semana de gestação e, caso o médico tenha suspeita de alguma anomalia, a gestante será encaminhada para a realização de um ecocardiograma fetal.


Ecocardiograma fetal (ECG)
Exame específico para o coração do feto, utilizado para confirmar o resultado apontado pelo ultrassom morfológico. Se realmente for constatado a cardiopatia grave, o parto deverá ser programado para ocorrer em um hospital de referência, que esteja preparado para dar suporte cardiológico ao recém-nascido e que ofereça tratamento cirúrgico ou hemodinâmico.


Teste do Coraçãozinho
A oximetria de pulso deve ser realizada após as primeiras 24 horas de vida do bebê e antes da alta hospitalar, para isso, é utilizado um sensor externo (oxímetro), que deve ser colocado primeiro na mão direita e depois em um dos pés do bebê, para verificar a saturação (nível de oxigênio no sangue).

Fontes: Scielo, Pequenos Corações, Sociedade Brasileira de Cardiologia.
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