SAÚDE NEWS

Editorias

Prevenção

15/11/2018
A importância dos primeiros 1000 dias de vida

A alimentação apropriada para os primeiros 1000 dias, segundo a OMS, inclui uma dieta equilibrada da mãe na gravidez, o aleitamento materno exclusivo nos seis primeiros meses de vida do bebê e, a partir daí, a introdução de alimentos, como água, sucos, chás e papinhas. Há estudos que mostram que o aleitamento exclusivo até os seis meses de vida favorece o desempenho intelectual e que a nutrição correta reduz o risco de desenvolver obesidade e doenças cardiovasculares quando adulto. Para ajudar a entender a importância de uma nutrição adequada nesse período, é só ter em mente que os bebês triplicam o peso do nascimento ainda no primeiro ano de vida e, até os dois anos, acontece a formação dos hábitos alimentares que ele levará por toda vida.
Os pais têm uma oportunidade rara de influenciar o desenvolvimento dos filhos e de ajudá-los a se tornarem adultos mais saudáveis. Mas é preciso estar atento e agir rápido. Essa chance surge cedo e dura pouco. Começa na concepção e segue por apenas mil dias – os 270 da gestação mais os 730 dos dois primeiros anos de vida. Em princípio, a possibilidade de fazer uma criança que nasce com boa saúde crescer desse modo e assim permanecer por décadas exige a adoção de medidas aparentemente simples: oferecer proteção e aconchego ao bebê e alimentá-lo adequadamente. A alimentação apropriada inclui uma dieta equilibrada da mãe na gravidez, o aleitamento materno exclusivo nos seis primeiros meses de vida e, a partir daí, a amamentação acompanhada de água, sucos, chás, papinhas e alimentos sólidos ricos em proteínas, vitaminas e sais minerais, como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A nutrição materna e do ambiente intrauterino refletem nos parâmetros do crescimento ao nascimento e nos primeiros meses de vida, tendo os fatores genéticos uma influência mais tardia.
Portanto, tanto a nutrição adequada, especialmente desde a concepção até os dois anos, quanto a estimulação precoce nos primeiros cinco anos de vida desempenham um papel crítico no processo de formação e desenvolvimento cerebral e contribuem decisivamente para o pleno desenvolvimento da criança. Nesse sentido, a atenção que deve ser dada à primeira infância com vistas a buscar um desenvolvimento equilibrado e saudável torna-se crucial para a saúde da criança e dos adultos.
A alimentação complementar refere-se à introdução de novos alimentos na dieta da criança. Deve ter início a partir dos seis meses em concomitância com o aleitamento materno, o qual deve continuar até os dois anos. Deve fornecer quantidades suficientes de água, energia, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais, com variedade de todos os grupos de alimentos, os quais devem ser corretamente higienizados e seguros à criança. O aleitamento materno não deve ser reduzido com a introdução da alimentação complementar. Os alimentos devem ser oferecidos com uma colher ou xícara, evitar a mamadeira por ser uma fonte de contaminação e influenciar negativamente o aleitamento.
A orientação é que o bebê seja alimentado apenas com leite até os seis meses de vida. A partir dessa idade, já é possível entrar com uma alimentação completa de frutas e legumes.
Os primeiros mil dias de vida são importantes além de tudo, por ser o período em que a criança se depara com estímulos externos pela primeira vez e o corpo é treinado para responder a estes estímulos.
Com as novas pesquisas surgiu uma nova visão de como os eventos no início da vida, por exemplo, o tipo de alimentação, tipo de parto, procedência geográfica, uso indiscriminado de medicamentos e os fatores genéticos podem interferir com o padrão da colonização da microbiota (conjunto de micro-organismos que habitam nosso organismo) e com isso, determinar a predisposição para as doenças ao longo da vida, pois vale lembrar que os sistemas imunológico, metabólico e neurológico estão em desenvolvimento neste período.
Os distúrbios no início da vida podem levar a alterações no crescimento, alergias, obesidade, hipertensão e problemas de comportamento. Assim, a nutrição adequada e a construção de uma microbiota são fatores decisivos nesse processo de formação.
Portanto, procure um profissional nutricionista materno-infantil habilitado para lhe orientar.


Atendimento Nutricional em Consultório

• Bebês em fase de Introdução Alimentar: Acompanhamento do estado nutricional do bebê, orientação quanto a alimentação complementar (método tradicional e/ou BLW), guia manual de introdução alimentar, estabelecimento de metas e objetivos considerando as necessidades nutricionais de cada criança;

• Fase pré-escolar e escolar: para crianças que comem mal, não quer frutas e verduras a fim de melhorar a alimentação dos pimpolhos;

• Necessidades Específicas: Atendimento especializado para crianças que possuem alguma patologia, intolerância ou alergia alimentar:

• Orientações e acompanhamento nutricional para adequar a hábitos alimentares;

• Oficinas de Introdução Alimentar e aulas de culinária;

• Grupos de reeducação alimentar – Crianças de 3 a 5 anos / 6 a 9 anos e 10 a 12 anos.
Rua Pernambuco, 2450 - Coqueiral - CEP 85807-050 - Cascavel/PR - Fone: (45) 3224-7212 / 3038-7216 / 99972-4744 / 99931-8072
COPYRIGHT TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.