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15/11/2018
Incidência do Diabetes tipo 2 cresce na população infanto-juvenil, Sul e Sudeste apresentam taxas mais elevadas

Dra. Myrna Perez Campagnoli

Obesidade, maus hábitos alimentares e falta de atividade física colaboram para o aumento da estatística. Estado do Paraná já registra mais de 270 mil crianças obesas.


Um levantamento do Cadê Paraná realizado com crianças atendidas no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Paraná mostrou que mais de 270 mil meninos e meninas estão obesos no Estado, com prevalência entre o nascimento e 5 anos de idade. E, um estudo, do Imperial College London e da Organização Mundial de Saúde (OMS), revelou que a obesidade entre crianças e adolescentes aumentou dez vezes em quatro décadas no mundo todo.
Seguindo a tendência do ganho de peso na população pediátrica, a incidência do Diabetes Mellitus tipo 2 também cresceu. Os dados regionais indicam que as regiões Sul e Sudeste são as que apresentam as taxas mais elevadas. “A criança, em decorrência do excesso de peso, pode apresentar de forma precoce complicações no sistema cardiovascular e metabólico” aponta a pediátra especializada em endocrinologia Dra. Myrna Campagnoli, diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart, da Dasa.
Myrna explica que o diabetes do tipo 2 é uma doença silenciosa em comparação ao tipo 1, por exemplo, que tem início abrupto, com sinais bastante evidentes. Segundo ela, o início da diabetes tipo 2 é traiçoeiro, com sintomas e sinais subjetivos. Cansaço, desânimo, aumento do apetite, mais urina e mais sede, são alguns dos sinais. O diagnóstico do tipo 2 da doença é clínico e laboratorial. “A partir dos sintomas clínicos e da dosagem da glicemia de jejum é possível identificar a presença ou não do diabetes”, afirma a diretora médica.
O tratamento se baseia em mudanças de hábitos de vida, alimentação saudável e atividade física. “Algumas vezes, faz-se necessário o uso de medicamentos orais ou insulinas, mas quanto melhor o cuidado com os hábitos de vida, melhor o controle glicêmico e muitas vezes a terapia comportamental já é suficiente”, explica Myrna.
Caso o tratamento precoce seja negligenciado, os jovens correm riscos de desenvolver doenças nos rins, alterações oftalmológicas, circulatórias e cardiovasculares. A manutenção de bons hábitos alimentares e atividade física regular são imperativos na prevenção do desenvolvimento do diabetes. “As consultas pediátricas para avaliação cuidadosa dos parâmetros de crescimento e para exames laboratoriais de rotina contribuem para que medidas possam ser tomadas de forma precoce e assertiva”, finaliza Myrna.


Dra. Myrna Perez Campagnoli
CRM-PR 22616
Endocrinologia Pediátrica
RQE 222
Diretora Médica do Laboratório Alvaro
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