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16/09/2018
Fibromialgia: conheça os sintomas, diagnóstico e tratamento

A fibromialgia é uma doença reumatológica que atinge com maior frequência as mulheres. Entre 10 pacientes que possuem a patologia, sete a nove são do sexo feminino. As causas ainda são inconclusivas, mas alguns fatores estão associados ao seu desenvolvimento: genética, infecções por vírus, doenças autoimunes e traumas físicos ou emocionais.
A doença caracteriza-se por um quadro de dor crônica que pode ocorrer em algumas partes do corpo ou de maneira generalizada. O portador sente dores principalmente na área muscular, dor “nos ossos”, “na carne” ou ao redor das articulações. Apresenta também uma maior sensibilidade ao toque e não tolera ser “agarrado” ou abraçado com muita força. Junto com estes sintomas de dor, a fibromialgia pode causar fadiga, cansaço, distúrbios do sono, alterações na memória e intestinais, além de ansiedade e depressão.
O diagnóstico da fibromialgia é bastante difícil de ser realizado, pois não se identificam sinais aparentes, somente os relatos dos pacientes, sendo muitas vezes subestimados em relação às suas dores, assim como não existem exames laboratoriais que confirmem o diagnóstico. Atualmente, alguns critérios são analisados para se chegar a um resultado mais conclusivo, como a presença de pontos dolorosos na musculatura e dores persistentes por mais de três meses. Porém, essa é uma avaliação clínica e, até então, não existiam exames para efetuar um diagnóstico mais preciso.
De acordo com o Dr. Miguel Elvira, a Termografia Clínica está modificando esse cenário e contribuindo significativamente nos direcionamentos dos tratamentos da fibromialgia. “Quando uma patologia se apresenta ocorrem alterações na temperatura corpórea. A Termografia identifica essas mudanças e não há enganos em relação ao diagnóstico, pois o exame demonstra um manto térmico característico das dores, doenças e, em alguns casos, da fibromialgia”, explica.
A captação das imagens termográficas é feita por uma câmera especial que registra toda a temperatura do corpo, sendo um procedimento indolor e não invasivo. Este método comprova a existência da dor, uma vez que documenta as alterações neurovegetativas relacionadas à perda ou ganho de calor, além de demonstrar os aspectos da doença com o sistema nervoso.
A fibromialgia não tem cura e o tratamento é paliativo, por meio do uso de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos, relaxantes musculares e neuromoduladores, dependendo da necessidade. Também são indicadas a correção alimentar, fisioterapia e atividades físicas, desde que respeitem os limites do paciente e priorizem o alongamento e fortalecimento muscular.
Além disso, a Acupuntura é uma importante aliada no tratamento da fibromialgia, pois promove o alívio sintomático da dor. A terapia estimula os terminais nervosos que determinam o aumento da produção de serotonina e endorfina, substâncias que agem como analgésicos no sistema nervoso central e possibilitam a sensação de relaxamento, controle emocional e efeitos antidepressivos. Também auxiliam na regulação do sono e diminuição do cansaço.