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15/07/2018
Estresse infantil existe! Saiba como identificar os sintomas

Causas relacionadas ao estresse infantil
Críticas em excesso, agressões verbais ou físicas, mudanças repentinas, falta de rotina ou, até mesmo, agendas cheias de atividades: estes são apenas alguns dos motivos que levam muitos indivíduos, ainda na infância, a apresentarem problemas relacionados ao estresse.
O convívio constante com o estresse prejudica a qualidade de vida de um modo geral, afetando assim, todos aqueles que estão próximos à criança. Por isso, é de extrema importância que os pais atribuam atividades aos seus filhos de maneira equilibrada, a fim de contribuir no crescimento e desenvolvimento físico e psicológico saudável.

Mas afinal, o que é o estresse infantil?
É o modo que o corpo humano desenvolveu para reagir às situações que provocam intensas emoções (boas e ruins), por exemplo: medo, irritação, alegria, empolgação e tantas outras. Por isso, é importante compreender que o estresse é algo natural e precisa existir para que o corpo se posicione de modo adequado às emergências do ambiente. Os fatores agravantes ocorrem quando estas reações se manifestam em excesso ou se relacionam com outros sentimentos como ansiedade e angústia.

Como identificar o estresse infantil?

Para auxiliar mães, pais, profissionais de saúde e educacionais a identificar os riscos relacionados ao estresse, foi desenvolvido pelo Centro de Desenvolvimento da Criança da Universidade de Harvard a seguinte divisão: estresse positivo, relacionado aos desafios comuns do cotidiano e com pouca duração; estresse tolerável, pertencente às adversidades mais graves, como: a perda de um ente querido ou um desastre natural e o estresse tóxico, extremamente ligado ao ambiente em que a criança está inserida, afetando diretamente no desenvolvimento da criança e enfraquecimento da arquitetura do cérebro.
Esta divisão refere-se aos efeitos do sistema de resposta ao estresse sobre o corpo e não ao evento estressante em si. Devido à complexidade dos sistemas de resposta ao estresse, os três níveis não são clinicamente quantificáveis, mas é uma maneira de categorizar a gravidade relativa das respostas às condições estressantes. Sendo assim, é necessário prestar muita atenção no comportamento da criança, verificar como a agenda dela está organizada, se há muitas ou poucas atividades (físicas ou psicológicas), acompanhar o processo de aprendizagem, conversar com os professores, conhecer os ambientes que a criança frequentará, bem como manter um diálogo diário. Mostre interesse, escute-a sem críticas e provocações.

SINTOMAS FÍSICOS
» Alterações no funcionamento do intestino;
» Alterações de peso e apetite;
» Dificuldade de aceitar regras e limites;
» Dificuldade para respirar;
» Dores de barriga e cabeça;
» Incontinência urinária noturna;
» Gagueira;
» Hiperatividade;
» Mãos frias e suadas;
» Ranger de dentes;
» Tensão muscular.

SINTOMAS PSICOLÓGICOS
» Agressividade;
» Ansiedade;
» Birra;
» Choro em excesso;
» Desânimo;
» Desobediência;
» Dificuldades de relacionamento;
» Explosões frequentes;
» Hipersensibilidade;
» Insegurança;
» Isolamento;
» Medos excessivos;
» Pessimismo.
Tabela: Sistema Educacional Brasileiro S.A. (SEB)

Não deixe o estresse evoluir
Se o estresse tolerável e ou tóxico não for identificado e tratado a tempo, poderá evoluir para problemas sérios de saúde como asma e bronquite, úlceras, alergias, problemas dermatológicos, tiques nervosos, hipertensão arterial, obesidade ou subnutrição, problemas de crescimento, aumento do risco para diabetes, entre outros.

Referências
UNIVERSIDADE DE HARVARD. CENTRO DE DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA. Toxic Stress.
http://www.scielo.br/pdf/rcefac/v18n4/1982-0216-rcefac-18-04-00854.pdf