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15/07/2018
Paraná conquista 1º lugar no ranking de doação de órgãos

Muitas vezes, um transplante é a única maneira de reverter um quadro grave de saúde, sendo esperança para pacientes que se encontram em estado avançado. Coração, fígado, pâncreas, rins, pulmões, tecidos, córneas, válvulas do coração, ossos, pele e cartilagens são os órgãos que podem ser doados, sendo que apenas um doador pode salvar a vida de até 20 pessoas. Por isso, a importância da conscientização e trabalho dos profissionais envolvidos nos processos de doações, captações e transplantes. No Paraná, o índice de doações contabilizou 44,2% por milhão de população, entre janeiro e março de 2018. Este número fez com que o Estado alcançasse o primeiro lugar em doações de órgãos no Brasil, ficando à frente de Santa Catarina com 33,7% e o Ceará com 29,7%.
Após atingir este desempenho, o Governo do Estado realizou uma cerimônia para comemorar e agradecer as equipes. O evento ocorreu no dia 7 de junho no Palácio Iguaçu em Curitiba e reuniu cerca de 100 profissionais da Secretaria de Estado da Saúde, técnicos, entidades e representantes do Centro Estadual de Transplantes e Comissões Intra-Hospitalares. Na ocasião foi apresentada a história da Central de Transplantes, índices e recordes.
“Este trabalho prioriza a continuidade da vida e a transmissão de amor e afeto”, afirmou a governadora Cida Borghetti ressaltando ainda o trabalho exemplar do Sistema Estadual de Transplantes (SET), Comissões Intra-Hospitalares para Doação de Órgãos e Tecidos e Organizações de Procura de Órgãos. “A abordagem familiar é extremamente importante neste momento. Um trabalho emocionante que envolve uma grande equipe de profissionais da saúde devidamente preparados. Uma ação de destaque merecidamente reconhecida”.
O secretário de Estado da Saúde, Antônio Carlos Nardi, considera que os aumentos só foram possíveis graças a um conjunto de fatores. “Este é um marco histórico no Paraná! Saímos do nono lugar nacional para o primeiro, o que demonstra compromisso de toda a equipe de abordagem aos familiares e da conscientização de doação de órgãos”.
Desde o início deste ano, o Paraná já realizou 405 notificações de doações, sendo 125 efetivadas. Em 2017, no mesmo período, foram 261 notificações e 81 doações efetivas o que caracterizou um aumento de 54%. Se comparado aos primeiros meses de 2010, quando houve 22 doações efetivas no Paraná, o crescimento é ainda maior e chega aos 468%.
De acordo com a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, Arlene Badoch, as comissões estão devidamente constituídas e treinadas nas áreas de urgência e emergência dos hospitais para atuarem em todo o processo. “Temos uma logística 100% para atender todo Estado com infraestrutura aérea e terrestre, além de profissionais comprometidos que fazem toda a diferença”.


Hospitais de Cascavel são destaque
A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), foi homenageada e recebeu certificação de agradecimento durante a solenidade promovida pelo Governo do Estado. Para a coordenadora, enfermeira Elaine Padilha, foi um momento de agradecimento às famílias que realizam este ato de amor e solidariedade. “É extremamente importante esse reconhecimento, uma vez que a doação de órgãos é um assunto muito delicado para as famílias e que deve ser abordado com total sensibilidade. Felizmente, estamos conseguindo efetuar um trabalho de excelência nesse ponto, por isso nos orgulhamos muito”.
Os profissionais que atuam na abordagem, captação e transplante no Centro Avançado do Fígado do Hospital Uopeccan também foram homenageados. Eles receberam certificados que enalteceram os trabalhos efetuados pelas equipes da UTI e CIHDOTT.
Atualmente na sede de Cascavel, cerca de 90 pacientes estão na fila para transplante de fígado. “Este número é muito expressivo e demonstra a necessidade deste atendimento na região. Antes, não existia um serviço como este e muitos pacientes precisavam se deslocar até Curitiba para efetuarem o tratamento adequado. Hoje é possível realizá-lo aqui, com acesso a médicos especialistas, tratamentos e, por consequência, ao transplante”, esclarece o coordenador do Centro Avançado do Fígado, Dr. Luis César Bredt.

Fonte/Fotos: AEN, Orlando Kissner ANPR, Comunicação Uopeccan e Central de Notícias Unioeste