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15/03/2015
“Doutora, estou perdendo minha memória!”

Memórias, lembranças… o que se entende pela frase que tanto escuto no consultório?

Quando pensamos que estamos perdendo nossa memória não sabemos que na realidade todo nosso cérebro está falhando. A perda da memória nada mais é do que um sintoma que a função cognitiva está declinando, porque estamos envelhecendo.
Entende-se por função cognitiva os processos como a percepção, aprendizagem, atenção, vigilância, raciocínio, a capacidade de solucionar problemas, enfim, como nós interagimos com o mundo. E tudo isso é comandado pelo nosso cérebro. É importante entendermos o que é causado pelo envelhecimento, o que é normal ou não, só após essa diferenciação, é possível melhorar nossa memória.
Por exemplo, além da perda de memória é comum o envelhecimento afetar A EVOCAÇÃO DE PALAVRAS, como nomes de pessoas ou lugares. Mas quando temos pistas contextuais conseguimos nos lembrar, apesar desses esquecimentos, nosso vocabulário e a capacidade de conversar não são afetados. Isso é normal, todos nós, uma vez ou outra, esquecemos o nome da filha da vizinha ou do que estávamos indo fazer na cozinha.
A ALTERAÇÃO DA NARRATIVA também acontece com o idoso. Ele está contando uma história e de repente, dá um branco! Esquece totalmente o que ia falar; Isso acontece porque o idoso tem dificuldade de manter a atenção no que está narrando ou porque é detalhista demais, conta muitas coisas irrelevantes e acaba se perdendo no meio do caminho.
A OMISSÃO DE PASSOS ESSENCIAIS DURANTE A EXECUÇÃO DE UM PROCEDIMENTO também é comum e dificulta, muitas vezes, o uso de controles da televisão, do celular, novas tecnologias em geral. Esta dificuldade de procedimento atrasa o acompanhamento do idoso a novidades.
Existe também UMA LENTIFICAÇÃO GLOBAL NO PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÕES e muitas vezes, eles precisam de um tempo maior para entender como as coisas funcionam. Este processo também afeta o movimento do corpo, nossa REALIZAÇÃO MOTORA fica lentificada.
Portanto, muitas coisas mudam com a idade e, é normal todos nós passarmos por isso. Quando deixamos de esperar uma pílula milagrosa para melhorar a memória e, realmente entendemos a falha, que é muito mais do que apenas “perder a memória”, podemos melhorar. Cada um de nós é diferente, sendo assim, as perdas são individualizadas e cada tratamento é único.
Os fatores de risco mais precoces para a piora da memória são: Idade avançada, baixo nível educacional e socioeconômico e a AUSÊNCIA DE OCUPAÇÃO.
Está preocupado com sua capacidade cognitiva? Existem inúmeros testes para avaliarmos a memória e muitas maneiras de melhorarmos não só a mente, mas nosso todo. Assim, vivemos mais e melhor, vivemos bem de verdade.

Não perca seu precioso tempo.

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