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15/05/2018
Campanha de vacinação da gripe em 2018 promete imunizar 54 milhões de pessoas

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Influenza iniciou no dia 23 de abril e pretende diminuir o impacto da gripe em todo o país. A meta do governo é imunizar 54 milhões de pessoas até o dia 1º junho.
A gripe é uma doença séria, que mata mais de 650 mil pessoas todos os anos, de acordo com um recente levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além de causar aqueles sintomas clássicos (febre alta, nariz entupido, cansaço e dor no corpo), a patologia está por trás de complicações como pneumonia e infarto.
A participação dos grupos de risco é fundamental para a prevenção da doença. A escolha é realizada de acordo com o público mais vulnerável aos efeitos da gripe e que sofrem mais com seus sintomas e desdobramentos. Além disso, parte desse pessoal possui contato diário com outras pessoas infectadas, aumentando o risco de transmissão. A lista inclui: crianças de seis meses a cinco anos; pessoas com mais de 60 anos; gestantes; mulheres no pós-parto com até 45 dias; profissionais da saúde; professores da rede pública e particular, população indígena; portadores de doenças crônicas, como diabetes, asma e artrite reumatoide; indivíduos imunossuprimidos, como pacientes com câncer que fazem quimioterapia e radioterapia; pessoas privadas de liberdade; e adolescentes internados em instituições socioeducativas.
Para quem não faz parte destes grupos de risco, a imunização está disponível somente na rede privada e o valor varia entre 90 e 160 reais. Bebês menores de seis meses e pessoas que já tiveram reações anafiláticas em aplicações anteriores não devem tomar a vacina. Além disso, quem teve a síndrome de Guillain-barré ou é alérgico ao ovo (contém traços do alimento) também devem evitar a vacinação.
A eficácia varia de acordo com as condições de saúde da pessoa. Em pessoas não idosas e saudáveis a eficácia gira em torno de 70%, mas pode cair dependendo da faixa etária e outros fatores, como presença de infecções e doenças crônicas. Além disso, é recomendável uma dose por ano da vacina, pois os subtipos do vírus sofrem mutações constantes.
Todo ano, as vacinas contra gripe devem ser atualizadas e o imunizante é ajustado para acompanhar essas alterações. Quem define a composição 
da vacina é a OMS, que reúne e analisa as informações enviadas por centros de vigilância de todos os países. No Brasil, por exemplo, temos três estações-sentinela: o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, e o Instituto Evandro Chagas, em Belém do 
Pará. Essas instituições fazem exames em indivíduos infectados para descobrir quais as cepas virais que mais circulam em cada região. A partir desses dados a composição é elaborada. Em 2018, os tipos de vírus incluídos em nossa campanha são o H1N1, o H3N2 e o influenza do tipo B Yamagata.

Vírus H3N2 é real?
Vírus H2N3 não existe no Brasil!

O vírus H3N2, nos Estados Unidos, infectou mais de 47 mil pessoas no último surto e provocou diversas mortes, principalmente de crianças e idosos. Segundo o último informe epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, 13 estados brasileiros já registraram um total de 57 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave causados pelo influenza H3N2. Do total, dez pacientes morreram, sendo três em São Paulo.
O H3N2 e sua circulação não é novidade no Brasil. Porém, recentemente o Ministério da Saúde divulgou que não existe uma cepa “H2N3” no país. A informação inverídica estava circulando nas mídias sociais. Os vírus de gripe que atualmente circulam no Brasil são o influenza A/H1N1pdm09, A/H3N2 e influenza B, sendo que a vacina protege contra os três.

Fontes: Saúde Abril / Folha de São Paulo / Ministério da Saúde