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15/07/2017
Artrite e artrose: você sabe a diferença?

Ambas são doenças reumáticas, mas muitas pesoas ainda fazem confusão na hora de identificar artrite e artrose e procurar o tratamento indicado. A reumatologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Elisa Terezinha Hacbarth Freire, explica as diferenças e orienta: “qualquer pessoa pode desenvolvê-las. Por isso, a informação e o conhecimento de suas existências e manifestações, bem como um diagnóstico e tratamento precoce com um reumatologista habilitado, são primordiais”.De acordo com a especialista, o termo artrite significa inflamação na articulação, ou seja, uma articulação aumentada de tamanho, dolorida e, às vezes, com calor e vermelhidão local que causa dificuldade na realização de movimentos cotidianos. “Ocorre em vários tipos de doenças reumáticas, sendo a artrite reumatoide a mais conhecida”, completa.
Já a artrose é uma condição com pouco ou nenhum sintoma específico, que evolui lenta e progressivamente, geralmente em pessoas acima dos 50 anos. O problema normalmente se apresenta como deformações progressivas, pela alteração da cartilagem, como nódulos nos dedos de mãos e formação de osteófitos (os famosos ‘bicos de papagaio’), em especial na coluna vertebral. “A ocorrência de dor nesses pacientes é variável, e as alterações radiológicas podem ser apenas um ‘achado’ – ou seja, descobri-las ao fazer um RX por outro motivo qualquer”.
Ainda segundo a médica, o tratamento de uma doença reumática varia conforme a sua classificação. No entanto, um ponto comum é a utilização de anti-inflamatórios como medicação de primeira linha. Os anti-inflamatórios podem ser basicamente de dois tipos: os denominados não hormonais, como os diclofenacos, oxicans (peroxicam, tenoxicam, etc), nimesulida, cetoprofeno, ibuprofeno, entre outros, que, basicamente, inibem a produção de prostaglandina, um mediador da resposta inflamatória; e os anti-inflamatórios hormonais, que são o grupo dos corticosteroides (mais potentes em uso).
“Não existe uma forma útil para se prevenir muitas das doenças reumáticas, porque existe para algumas um padrão genético herdado que favorece o desenvolvimento da doença. Por isso, a informação da população e o diagnóstico precoce são os dois aspectos cruciais para uma boa evolução de cada caso”, salienta a reumatologista. A definição diagnóstica precoce, a introdução de tratamento específico e o acompanhamento por uma equipe bem formada, podem modificar, em muitos casos, a história da doença e do paciente.

Fonte: Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos – SP