SAÚDE NEWS

Editorias

Prevenção

16/07/2017
Tecnologia para tratamento endovascular da válvula mitral já está à disposição no Oeste do Paraná

Digicor disponibiliza novo procedimento que repara a válvula mitral sem a necessidade de procedimento cirúrgico invasivo

A Digicor – Cardiologia e Angiologia Digital – foi a precursora na Região Oeste do Paraná em realizar o primeiro procedimento cirúrgico com o dispositivo denominado MitraClip®. O paciente submetido à nova técnica, disponível no Brasil desde 2015, sofria de insuficiência mitral importante e de uma miocardiopatia. Sob a coordenação do cardiologista intervencionista Dr. Evandro Flores e do cirurgião cardiovascular Dr. Rui de Almeida o procedimento foi um sucesso.
A expectativa de vida da população brasileira aumentou significativamente nos últimos anos e estima-se que o país seja o sexto no número de pessoas idosas em 2025, quando deve atingir 32 milhões de pessoas com 60 anos de idade ou mais, de acordo com a pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso significa que as pessoas estão vivendo mais, porém as chances de o indivíduo desenvolver doenças crônicas também são mais altas, especialmente as cardiovasculares, que são a principal causa de morte no país. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, em 2013, 4,2% (6,1 milhões) das pessoas com 18 anos de idade ou mais apresentaram um diagnóstico clínico de cardiopatia e os indivíduos com mais de 75 anos de idade são os mais afetados. A condição pode aumentar o risco de batimentos cardíacos irregulares, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. A cirurgia de válvula mitral cardíaca aberta é o tratamento padrão, mas diversas pessoas possuem um risco muito alto para o procedimento invasivo. E as medicações são limitadas em reduzir os sintomas, mas não são capazes de interromper a progressão da doença.
Por isso, a Digicor que sempre está em busca de métodos avançados com objetivo de melhorar a sobrevida dos pacientes iniciou na região esta nova técnica, considerada um procedimento multidisciplinar. Os doutores Evandro e Rui, além de ampla experiência na área, estão sempre atualizados e, por isso deram o primeiro passo para tratar casos de alto risco cirúrgico como a insuficiência na válvula mitral. “Este paciente possuía uma miocardiopatia dilatada, condição em que o coração não contrai como deveria levando a uma lesão funcional na válvula mitral. Digamos que o valor normal de contração é de 56%, o paciente estava apenas com 20%, explica. Fez-se o novo procedimento e em três dias o paciente teve melhora substancial. Convencionalmente realizamos uma cirurgia aberta do coração, nesse caso foi diferente. Por intermédio da punção de uma veia, entramos no átrio direito do coração, fizemos uma perfuração do septo que liga o átrio direito ao esquerdo e depois unimos os dois folhetos da válvula com a colocação de um clipe”, descreveu Dr. Rui Almeida.
Na sua avaliação, a nova técnica com a tecnologia com MitraClip® é um avanço. No entanto, ela continua sendo um procedimento apenas paliativo, devido à gravidade da doença.
A tecnologia chegou ao Brasil em 2015. Com menos de dois anos, a Digicor está disponibilizando esse recurso em Cascavel. O trabalho é fruto da união de duas equipes: uma de hemodinâmica e cardiologia invasiva, sob-responsabilidade do Dr. Evandro Flores; e a outra de cirurgia cardíaca, comandada por Dr. Rui Almeida.
A patologia é uma condição comum e afeta uma em cada 10 pessoas com 75 anos ou mais. Debilitante e progressiva, além do risco à vida, a doença ocorre porque uma válvula mitral com extravasamento causa um fluxo contrário de sangue no coração. Vários estudos clínicos, relatórios publicados e registros de pacientes tratados com este dispositivo demonstraram de forma consistente um perfil de segurança positivo, redução na regurgitação mitral e melhora nos sintomas como falta de ar, fadiga, exaustão entre outros. Segundo Dr. Rui, a indicação é bem restrita: são pacientes graves, que não melhoraram com o tratamento clínico e tem alto risco na cirurgia. “Ela não está sendo ofertada para todo mundo, mesmo com indicação. São para casos específicos em que temos a certeza que o resultado será a melhora da qualidade de vida do paciente”.

O dispositivo
O dispositivo MitraClip® da Abbott repara a válvula mitral sem a necessidade de um procedimento cirúrgico invasivo. Ele é inserido no coração através da veia femoral, um vaso sanguíneo na perna, e uma vez que o dispositivo esteja implantado, permite que o coração bombeie sangue de maneira mais eficiente, aliviando assim os sintomas e melhorando a qualidade de vida.


Rui Almeida é eleito Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular
O Coordenador de Medicina do Centro Universitário FAG, Rui Almeida, foi eleito dia 26 de maio de 2017 como o novo Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV). A entidade de classe, que congrega mais de mil associados de todo o país, contou com o voto de 471 membros aptos, entre os dias 22 e 25 de maio, sendo que 273 deles optaram pela Chapa 1 – Educação e Defesa Profissional, liderada por Rui Almeida. O Mestre e Doutor em Clínica Cirúrgica e há 33 anos Cirurgião Cardiovascular, atualmente já desempenha a função de Vice-presidente e, a partir de 1º de janeiro de 2018, assume a cadeira da Presidência para um mandato de dois anos.