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15/01/2015
Dosagem de Ferritina e Resultados

Phd Alvaro Largura

 A ferritina é uma proteína com uma massa molecular de 450 kilo Daltons (kD) e é composta por 24 subunidades. Estas subunidades formam uma esfera oca, que pode conter até 4000 átomos de ferro armazenados como fosfato de oxi-hidróxido férrico. Ferritina funciona como um depósito intracelular de ferro, enquanto a camada de proteína protege a célula do ferro ionizado potencialmente tóxico. Em estados normais, os níveis de ferritina sérica correlacionam-se com o ferro armazenado. A sobrecarga de ferro pode resultar em doença. Portanto, a ferritina é uma proteína responsável pelo armazenamento do ferro e o libera de forma controlada no organismo. O ferro é um mineral indispensável para a formação da hemoglobina existente nos glóbulos vermelhos e é responsável por transportar oxigênio pelo corpo. A deficiência de ferro pode estar relacionada a anemias, perdas excessivas de sangue e outras patologias. 

Níveis baixos de ferritina: é um resultado de exame que relacionado com os dados clínicos dos pacientes, chega-se a um diagnóstico definitivo. É um indicativo de deficiência de ferro, normalmente apresenta redução do número de glóbulos vermelhos.  

Níveis elevados de ferritina: por outro lado, pode resultar de uma sobrecarga de ferro (hemocromatose) ou por uma série de outras condições inflamatórias, outras doenças e algumas delas desconhecidas. 
A hiperferritina sérica é um achado comum no exame de sangue de rotina em pacientes, segundo George Krucik, MD (revisor do Healthline), com sinais clínicos de fadiga e fraqueza inexplicáveis, dor nas articulações e palpitações ou dores no peito. Essas pessoas são, muitas vezes, encaminhadas para avaliação de hemocromatose. Embora essa sobrecarga de ferro seja uma causa de elevados níveis de ferritina no soro, muitas outras condições clínicas podem resultar em diferentes graus de hiperferritinemia. 
 Em muitos hospitais especializados (centros de oncologia), a ferritina sérica é solicitada como um marcador tumoral para monitorar o tratamento de pacientes com doenças hematológicas (mieloma múltiplo, leucemias agudas, linfomas e outras). Níveis de ferritina sérica em pacientes com neoplasias hematológicas em estágio inicial e estágio recorrente apresentam-se significativamente aumentados, de modo que o monitramento das variações de ferritina sérica pode ser útil na avaliação e prognóstico deste grupo de doentes1.
Em um estudo realizado no departamento de gastrenterologia do Hospital Freeman (UK), foi analisado um total de 19 583 dosagens de ferritina, sendo que 406 tinham níveis superiores a 1500,0 ng/mL. As causas mais comuns dos elevados níveis foram; insuficiência renal (28%), doenças hematológicas (25%), doença hepática alcoólica (22,0%), neoplasia (19,3%), doença inflamatória (18,6%), repetidas transfusões de sangue (17,3%), doença autoimune (14,0%), outras doenças do fígado (13,3%), perda excessiva de peso (11,3%), Hemocromatose (8,6%), desconhecido (2,0%) e HIV (1,4%)2. Discretas elevações de ferritina são também observadas em pacientes que consomem álcool diariamente, obesidade, inflamação crônica, tireotoxicose, síndrome metabólica e hepatites. Na prática clínica, a hiperferritinemia pode ser considerada como indicativo de sobrecarga de ferro em homozigotos C282Y na ausência dos fatores listados acima3,4.


 
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