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15/07/2017
Se você precisar, procure ajuda. Não há nada de errado com isso.

 
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É muito comum as pessoas sentirem uma certa timidez para procurar um psiquiatra. Infelizmente, ainda existe um preconceito social sobre esta necessidade. É muito mais fácil dizer que vai ao ortopedista, ao dermatologista ou cardiologista. A conversa para por ali. Mas quando alguém diz abertamente que vai ao psiquiatra, é comum haver uma curiosidade sobre o motivo. “Ah, é? Por quê? É louco? Será que precisa mesmo?”. No passado, isso era bem pior, mas algum preconceito ainda persiste.
Há quem diga que tristeza e ansiedade são queixas pequenas, ou então, na linguagem popular, uma “frescura”, falta de empenho ou atitude perante os problemas da vida. Pessoas que se alimentam em excesso podem ser rotuladas como preguiçosas e incapazes de manter um limite na alimentação. Pessoas irritadas são mal resolvidas, frustradas ou “mal amadas”. Pessoas com delírios e alucinações podem ser menosprezadas, indelicadamente chamadas de loucas. Dependentes químicos usam drogas simplesmente porque gostam e não querem parar com o vício. Crianças agressivas ou muito agitadas são apenas o reflexo de pais incapazes de educar os filhos. Todos esses exemplos de concepções errôneas não levam em consideração o sofrimento que o paciente, amigos e toda a família passam quando alguém precisa de um psiquiatra.
O lado bom da história é que com um tratamento correto, para quem realmente precisa, a qualidade de vida pode melhorar muito. Voltar a sorrir, voltar a sentir prazer em viver, voltar a dormir tranquilamente, estar sereno e com a ansiedade controlada, sem vícios, ver as crianças evoluírem na escola e restaurar o juízo crítico em pacientes delirantes são coisas muito bacanas que o psiquiatra pode proporcionar. Aceitar que está com problemas é um passo muito importante para restaurar a qualidade de vida.
Então, lembre-se: se você precisar, procure ajuda, não há nada de errado com isso.

Dr. Matheus Fortunato
Médico Psiquiatra
CRM-PR 28076
RQE 20246