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16/11/2015
Você é apegado à pedra no seu sapato?

 O problema não é a pedra no seu sapato, mas se apegar a ela. E é exatamente sobre isso que significa apegar-se aos problemas e à infelicidade. Todo mundo conhece ou já ouviu alguém que está sempre reclamando, nunca nada está bom, se faz sol está calor demais, se chove é ruim para ir trabalhar, esta pessoa se apegou à "pedra em seu sapato".
Realmente, a vida ensina que será necessário solucionar problemas, e quanto mais rápido e eficazmente o fizermos, mais resilientes e felizes podemos ser. Ou então, podemos ter várias soluções e criar problemas para usá-las, o que seria uma distorção do pensamento tornando as pessoas "escravas de seus problemas". Outra maneira ainda seria agir de forma a boicotar a si mesmo, como por exemplo, deixando de ir às reuniões sociais que me trariam benefícios profissionais por preguiça, não fazendo comentários construtivos num grupo por medo da exposição, não me relacionando profundamente por receio da rejeição, me criticando excessivamente, cuidando mal da saúde ou duvidando da própria capacidade em conquistar o sucesso.
A felicidade ou a infelicidade pode ser uma escolha, talvez as pessoas possam escolher a opção que parece mais fácil, segura, bem aceita socialmente. Sim, a infelicidade pode ser mais bem aceita socialmente; num grupo de pessoas a infelicidade pode gerar muito mais "ibope" do que demonstrar estar feliz. Como? Vamos pensar em um rapaz num grupo de pessoas que diz nunca ter estado tão feliz profissionalmente, que está extremamente contente consigo mesmo. Bons amigos ficarão muito felizes pelo rapaz, mas a grande maioria provavelmente sentirá ciúmes e inveja, ou ainda, achar que ele deveria guardar isso para si em vez de expor para o grupo. A felicidade pode irritar as pessoas.
Ainda assim, pensar em resolver os problemas pode parecer demasiado difícil, dispensa energia, esforço, olhar para o que não quer se ver que são seus próprios defeitos, o que leva à crença de que os problemas vão sempre existir e eu devo aprender a conviver com eles, que seja algo normal, em vez de tentar mudar ou resolvê-los. 
Todas as pessoas apenas aceitam para si aquilo que acreditam merecer, então se alguém apegado à "pedra no sapato" aceita algo ruim é porque acredita que é indigno de algo melhor, como por exemplo, aceitar um relacionamento doentio, um emprego medíocre, ou amigos que reforçam a baixa autoestima, o que pode ser relacionado totalmente com a zona de conforto, pois mudar significa sair dela. Pessoas que sofrem diversos traumas em sua história de vida podem também vir a pensar que a infelicidade é inerente às suas vidas e que existem apenas momentos de felicidade, que quando terminam a vida tende a voltar ao marco zero onde há a infelicidade, nessa linha de raciocínio a pessoa pode até desenvolver medo da própria felicidade, pois se sabe de antemão que ela terminará logo, então, melhor nem tentar atingi-la se depois virá a frustração da "vida real infeliz".
Existem muitas formas disfuncionais das pessoas pensarem em relação aos problemas, sem dúvidas em quase tudo na vida podemos enxergar algo positivo ou negativo cabe a nós decidirmos o que queremos ver, e se praticarmos por anos podemos ser especialistas no otimismo ou no pessimismo. Nossos pensamentos criam raízes, que se conectam à nossa cognição, formando nossas crenças que são nossa maneira de enxergar o mundo, influenciando por fim no comportamento humano. Por isso é importante se perceber, refletir sobre sua forma de pensar e se comportar, para ser capaz de fazer diferente e mudar o curso da vida na construção de novos caminhos quando necessário, mudar é sempre preciso num mundo onde nada mais é constante. 


Paula Brenneisen
Psicóloga Clínica - CRP - 08/21179

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