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18/11/2015
A Perda da fertilidade com o passar da idade nos homens

 Até a pouco tempo, pouco se falava ou se publicava a respeito da queda de fertilidade do homem com o passar da idade. O tema envelhecimento e incapacidade de ter filhos, abortamentos e malformações eram sempre ligados à mulher. Não havia referência aos homens. Entretanto, nos últimos tempos, vem aumentando relatos que comparam a fertilidade masculina no decorrer dos anos da vida.
Alguns estudos demonstram este declínio progressivo da fertilidade, comparando o tempo de demora em conseguir a gestação entre dois grupos de mulheres, com menos de 35 anos, casadas com homens de duas diferentes faixas etárias. Num grupo, mulheres casadas com homens entre 25 e 30 anos e num outro, mulheres casadas com homens com mais de 50. As mulheres com maridos mais velhos demoraram mais para engravidar e as taxas de aborto foram maiores. Portanto, estes dados comprovam que a gravidez é mais fácil em homens mais jovens.
A relação da idade do homem com a fertilidade envolve muitos fatores, entre eles, os hormônios sexuais, disfunção sexual, função testicular, alterações genéticas do sêmen e a fragmentação do DNA do espermatozoide. Destas, as mais facilmente avaliadas, são as alterações da qualidade do sêmen e a fragmentação do DNA do espermatozoide.
 
Qualidade do sêmen
O espermograma é o exame básico que avalia a fertilidade do homem. Algumas publicações têm demonstrado diminuição de quase todos os parâmetros do sêmen com a idade, como concentração, volume, motilidade e morfologia, porém outros estudos contrariam estas afirmações. 

Fragmentação do DNA do espermatozoide (DNA “damage”)
Homens com um alto índice de fragmentação do DNA (maior que 30%) têm chances menores de gravidez tanto naturais como em tratamentos de Fertilização Assistida, além de efeitos negativos na implantação e no desenvolvimento dos embriões. Embora as causas da fragmentação do DNA não sejam totalmente conhecidas, sabe-se que podem ser influenciadas pelo cigarro, drogas, toxinas ambientais (dioxinas), intoxicação por doenças ocupacionais, varicocele, traumas testiculares e câncer, mas a fragmentação do DNA também aumenta com a idade. Alguns estudos demonstram que homens com idade superior a 50 apresentam um índice de fragmentação maior que os mais jovens (15% com menos de 30 anos e 34% para maiores de 50). As razões para estas alterações não estão esclarecidas, mas são constatações que demonstram a perda do potencial reprodutivo do sexo masculino com o passar da idade. 
Homens: Preservem sua fertilidade
Procurem ter seus filhos antes dos 45 anos.
Façam espermograma em qualquer fase da vida. Muitas alterações diagnosticadas precocemente podem impedir que o quadro se agrave com o passar dos anos. Doenças como varicocele ou anomalias cromossômicas como a microdeleção do cromossomo “Y”, podem determinar a queda progressiva do número de espermatozoides podendo chegar a zero (azoospermia). O congelamento preventivo pode ser uma opção.
Tenham hábitos de vida saudável: não fumem, mantenham o seu peso dentro dos padrões ideais para sua estatura e constituição física, evitem as Doenças Sexualmente Transmissíveis, café e bebidas em excesso, além das drogas, etc.
 
Conclusão
O “relógio biológico da reprodução” não deve ser considerado um fato exclusivo da mulher e por isso, a ideia de apontar limitação da idade como um fenômeno só do sexo feminino representa, atualmente, uma das grandes injustiças da sociedade. Até há pouco tempo, a opinião dominante era: “culpe a mãe!” Entretanto, os últimos estudos têm demonstrado que quanto mais velho for o pai, menor será a chance de gravidez. É tempo de reconsiderar!


Dr. Fernando
Rodrigues Santos
CRM-PR 13852
Ginecologia - RQE 6967
Obstetrícia - RQE 6968

Dra. Cristiane G. Gobo
CRM-PR 14230
Ginecologia - RQE 6882
Obstetrícia - RQE 6883
 
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