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15/09/2015
Dor de cabeça infantil

 “A cefaleia, nome técnico da dor de cabeça, destaca-se como uma das queixas mais frequentes em consultórios de pediatras e neuropediatras”, afirma Paulo Liberalesso, neuropediatra e membro do Departamento Científico de Neurologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), esse mal atinge cerca de cinco milhões de crianças e adolescentes em todo o Brasil. Destes, aproximadamente 409 mil sentem um desconforto mais intenso a cada dois dias. Apesar de o problema ser comum no dia a dia de muitas crianças, acaba não recebendo a devida atenção por parte dos pais. E isso tem uma explicação: a dificuldade dos pequenos de, muitas vezes, verbalizar a sensação de dor e a falta de conhecimento dos adultos sobre os sintomas. Daí a importância de estar atento a alguns sinais.
 
Como perceber
Em primeiro lugar, os adultos precisam ter em mente que os sintomas aparecem cedo, geralmente a partir dos seis meses de idade, provocando desconfortos no bebê. Em algumas situações, os médicos podem dar o diagnóstico errôneo de dores abdominais e cólicas, que normalmente desaparecem no terceiro mês de idade. Então, como perceber se o seu filho tem dores de cabeça? Veja se ele sente desconforto com movimentos bruscos, se dá sinais de tontura ou fica enjoado em brinquedos de girar. “É preciso verificar o fator da hereditariedade, sobretudo quanto às enxaquecas. Já no caso das crianças um pouco maiores, reflita se as reclamações de dores são frequentes, se ocorrem em períodos de jejum ou depois de noites mal dormidas. Isso ajuda também a perceber se é uma eventual manha”, salienta Célia Roesler, neurologista e membro da SBCe.
Não descarte a ajuda de profissionais. O oftalmologista e o otorrinolaringologista, por exemplo, podem confirmar ou afastar uma relação com problemas nos olhos ou inflamações respiratórias, como a sinusite. Já o pediatra saberá interpretar de que modo essas e outras possíveis causas devem ser tratadas, tendo em vista o conhecimento que ele tem do desenvolvimento da criança.
 
Os tipos de dores
No consultório, o pediatra poderá identificar quais tipos de dores de cabeça as crianças sentem. As primárias (causadas por alterações químicas no cérebro) costumam ser tensionais, de intensidade moderada e duração de horas até dias. Por sua vez, as enxaquecas começam como um incômodo e aumentam gradativamente, piorando com o tempo. “Uma crise dura de 4 a 72 horas, em geral com sensação de pontada ou latejos. Na maioria das vezes, é de origem genética”, explica Célia. Já as secundárias (provocadas por doenças associadas) podem ter diversas origens ou sintomas, como tumores, problemas de visão e na coluna, entre outras razões. Vale lembrar que as meninas estão expostas a um fator adicional: os hormônios. Na puberdade, eles podem estimular o surgimento de dores de cabeça mais frequentes, não necessariamente ligadas a uma doença.
 
Casos graves
Paulo Liberalesso ressalta que existem alguns sintomas que, ligados às cefaleias, indicam um problema de maior gravidade. “O surgimento súbito de uma dor de cabeça muito forte em uma criança que nunca teve a queixa, por exemplo, é um alerta”, diz o especialista. Outros motivos são as crises convulsivas, os desmaios, a perda de força muscular, as alterações ao caminhar e a diplopia (visão dupla). Em situações como essas, que tenham alguma associação com as dores de cabeça, leve a criança ao consultório para ser examinada por um neuropediatra.
 
O que fazer
A mudança de alguns hábitos pode ajudar a diminuir ou a acabar com as dores:
• Alivie o peso das mochilas. Pode não parecer, mas o esforço excessivo é um dos motivos de dores na coluna e, consequentemente, na cabeça.
• Descansar em um ambiente silencioso e com pouca luz contribui muito para eliminar o incômodo.
• Quando a criança está com dores de cabeça, alguns alimentos devem ser evitados, por exemplo, chocolate, queijo amarelo, condimentos picantes e corantes avermelhados.
 

Tratamento
Os analgésicos simples ou anti-inflamatórios geralmente resolvem o problema. Contudo, quando as crises de enxaqueca são frequentes ou intensas a ponto de prejudicar a rotina da criança, o médico pode indicar um tratamento contínuo, com a prescrição de remédios.
 
E, lembre-se sempre de que o uso abusivo de analgésicos e a automedicação oferecem riscos para a saúde dos pequenos. Por isso, é imprescindível consultar o pediatra.


Fonte: Portal Vital Unilever 
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