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16/11/2015
Eventos reúnem profissionais e acadêmicos de Medicina

 Programação discutiu doenças que ainda são consideradas desafios para os profissionais em todo mundo
 
Para atualizar os conhecimentos em diversas áreas da saúde, Cascavel recebeu em setembro o 3º Comop (Congresso Médico do Oeste do Paraná) e o 10º Simpósio Médico da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná). O evento foi promovido pelo Centro Acadêmico de Medicina Professor Orival Alves, vinculado à Unioeste.
Durante três dias, os participantes tiveram a oportunidade discutir sobre grandes doenças que acometem a população mundial e que ainda são consideradas um desafio para a medicina. As cinco áreas principais dos debates, mesas redondas, conferências e minicursos foram: Doenças auto-imunes, Infectologia, Nefrologia, Pediatria e Pneumologia.
O evento tem o objetivo de integrar os conhecimentos científicos e tecnológicos no âmbito da saúde, atualizar conhecimentos, possibilitar o intercâmbio de informações entre profissionais, professores e alunos e promover a difusão dos conhecimentos médicos com a sociedade. As discussões foram conduzidas pelos docentes do curso de Medicina da Unioeste e de professores de universidades de referência na área de todo o Brasil. 
Durante os dias do evento, os acadêmicos expuseram em formato de painéis, os seus trabalhos de pesquisa básica e clínica, além de análises sobre projetos de extensão. Além das discussões, ocorreram oito minicursos, sobre os mais variados temas, como: oftalmologia para clínicos, trombofilia em ginecologia e obstetrícia, introdução à cirurgia cardiovascular, eletrocardiograma básico, reanimação neonatal e manejo das vias aéreas no trauma.


Dr. Vinicius Delfino
Conferencista do evento, sobre o tema: Nefropatia Diabética - Patogênese e tratamento
“Esse é um assunto de extrema importância, já que hoje em dia em muitos países, incluindo o Brasil, o diabetes é a principal causa de problemas renais crônicos, com indíces aumentando anualmente. Isso se deve, especialmente, à onda de obesidade e sedentarismo da população, que acaba incluindo dentro desse contexto mais pacientes propensos a realizar tratamento, passar por hemodiálise, podendo agravar ainda mais com outros problemas como a hipertensão. Mas é bom lembrar que não são todos os pacientes que tem diabetes que desenvolvem a doença renal: aproximadamente um terço deles, depois de 15 a 20 anos com doença, podem apresentar os problemas. O que podemos fazer para evitar o aparecimento da doença é um bom controle da glicemia, da diabetes, do colesterol do sangue, atividade física regular, ingestão baixa de gordura e sódio.”

Dr. Luiz Peres
Coordenador do módulo sobre Nefrologia e conferencista, com o tema: Epidemiologia da Doença Renal Crônica.
“Realizamos várias palestras sobre o tema doença renal crônica e nefropatia diabética, muito importante para que os acadêmicos, desde a primeira turma, tenham o conhecimento sobre essas doenças, do diagnóstico precoce e do tratamento. Temos várias pesquisas realizadas em pacientes com doença renal crônica, com trabalhos publicados, que estudam principalmente a epidemiologia, a causa de óbito dos pacientes e os níveis de vitamina D nesses casos. Temos um trabalho importante em Cascavel, onde nós avaliamos durante 20 anos pacientes em hemodiálise, para demonstrar como no Brasil o diabete vem crescendo, o que já estava sendo observado há muito tempo.”

Dr. José Luiz Machado
Conferencista do evento sobre o tema: Diagnótico de Asma
“A principal preocupação hoje foi introduzir aos acadêmicos a importância de não fumar, de procurar melhorar a qualidade do ar que eles respiram, para que tenham uma vida futura longa e sem doenças relacionadas a problemas respiratórios. No caso aqui, o tema foi doença pulmonar crônica e asma, relacionada com energia, poluentes e o DPAC (fumaças). Se conseguirmos fazer com que os nossos alunos na fase inicial do curso já tenham essa atenção, a precaução com relação aos doentes, para que evite utilização de recursos que façam mal futuramente.” 

Dr. Erwin Soliva Junior
Conferencista do evento, sobre o tema: Investigação de doença coronária no portador de doença renal crônica.
“Sobre o tema, discutimos como os pacientes com nefropatia da insuficiência renal tem uma incidência maior em ter doenças coronarianas e problemas como a insuficiência cardíaca. Inclusive, esses pacientes têm uma taxa de mortalidade maior, que se deve na maioria das vezes, pela doença cardiovascular. Então, é bom falarmos um pouco de que modo podemos investigar melhor esses pacientes e, assim, tratarmos esse diagnóstico de insuficiência precocemente.”

Fernanda Sacchi de Lima 
Acadêmica do Terceiro ano de Medicina da Unioeste, participante da comissão organizadora do evento
“Estar na organização para mim é uma forma de aprendizado também e de crescimento profissional. É o meu primeiro ano na organização, nos dois últimos anos eu participei como ouvinte e trazendo trabalho, o que é uma visão diferente do congresso. O grupo todo está de parabéns, pois durante a nossa formação e na prática acadêmica, não lidamos muito com assuntos tão específicos. Conseguimos um congresso bem organizado, bem dividido, com participantes de outras cidades do Paraná e até de outros estados, como Mato Grosso do Sul. Realizamos uma divulgação muito grande, principalmente pela internet, que hoje é o principal meio de contato que atinge o maior número de pessoas.” 
Acadêmico de Medicina da Unioeste, terceiro ano
“Vejo o crescimento dos eventos desde o primeiro ano.  O número de participantes bateu o recorde, sendo mais de 320 inscritos, com 114 trabalhos aceitos, que serão disponibilizados para amplo desenvolvimento e discussão. Desde a primeira edição até hoje, a questão da avaliação para os trabalhos melhorou e os eventos vêm crescendo.” 
 
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