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20/05/2020
Encontro científico marca Semana do Sono em Cascavel

Com o slogan “Sono e sonhos melhores para um mundo melhor”, os especialistas da Associação Brasileira do Sono (ABS) realizaram de 13 a 19 de março a Semana do Sono, que reuniu otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, enfermeiros e estudantes de medicina de Cascavel e região. Além disso, estiveram presentes empresários do ramo de locação de equipamentos que tratam as doenças do sono.
A ação foi realizada em mais de 60 cidades brasileiras. Em Cascavel, a Semana do Sono foi organizada pelos alunos e professora do curso de Medicina do Centro Universitário FAG, Carolina Ferraz de Paula Soares, especialista em medicina do sono.
De acordo com a Associação Brasileira do Sono, queixas relacionadas ao sono vêm sendo bastante frequente entre a população, sendo que 45% dos brasileiros reclamam de algum tipo de problema na hora de dormir. Dentre os assuntos abordados no evento, destacam-se os distúrbios do sono, sendo os mais prevalentes entre os brasileiros a insônia e a Apneia Obstrutiva do Sono. É uma doença caracterizada pela obstrução recorrente da via aérea superior durante o sono que leva à queda da saturação de oxigênio sanguíneo e despertares frequentes. Isso quer dizer que há um fechamento parcial ou total da via aérea impedindo ou dificultando que o ar passe e chegue até os pulmões. Por isso, esse distúrbio deve ser tratado para evitar outras complicações mais graves no organismo.
Os distúrbios do sono, além de afetar o desempenho intelectual, o humor, a memória e o controle do peso corporal, a insuficiência de sono podem reduzir a imunidade e aumentar o risco de doenças como diabetes, hipertensão arterial, arritmias cardíacas, obesidade, depressão, entre outras. A programação também contou com o Simpósio de Doenças Neuromusculares, que englobam diversas patologias que levam à fraqueza muscular generalizada envolvendo membros superiores e/ou inferiores, músculos da orofaringe e da respiração, acarretando dificuldades para engolir, falar e respirar. Elas possuem denominações diferentes de acordo com o acometimento da unidade motora.




Dra. Carolina Ferraz de Paula Soares, Otorrinolaringologista e especialista em medicina do sono

“O sono é um dos pilares da saúde. Por isso, precisamos dormir bem, alimentar-se adequadamente e fazer exercícios físicos. Mas, muitas pessoas fazem totalmente ao contrário, trocam o dia pela noite, trabalhando por horas, se distraem com as redes sociais, usam aparelhos eletrônicos indiscriminadamente e por consequência dessas ações acabam prejudicando a qualidade do sono. Por isso, organizamos esse encontro cientifico, para conscientizar a população sobre a relevância da qualidade do sono.”




Dr. Renato Endler Iaschinski, neurologista clínico e neurofisiologista

“As doenças neuromusculares são graves e pouco diagnosticadas. O grande problema dessas doenças, como por exemplo, a esclerose lateral amiotrófica (ELA), seria em relação ao cuidado e ao conhecimento da doença, que provoca certa apreensão tanto por parte do paciente quanto por parte da família. Diante desta situação, acredito que este simpósio pode contribuir para esclarecer e orientar a comunidade, os acadêmicos e também os demais profissionais da área da saúde que estão envolvidos no tratamento da ELA. Isso porque a doença exige tratamentos multidisciplinares.”





Renata Yuma Vada, acadêmica de medicina

“O Simpósio foi uma ótima oportunidade que proporcionou a troca de conhecimentos por meio da inter-relação entre as profissões que participaram do encontro científico, como otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e nutricionistas. O que fica de lição para todos os estudantes é a união de outras áreas da saúde para tratar os problemas do sono, isto é, de receitar um tratamento multidisciplinar em prol da saúde do paciente.”




A duração de sono necessária em cada faixa etária
O recém-nascido dorme em média 14 a 18 horas por dia, intercalando períodos acordado a cada 3 ou 4 horas. Este número de horas de sono é importante para o crescimento e desenvolvimento, principalmente neuronal.

Dos 6 aos 12 anos (idade escolar), é de 9 a 11 horas por dia, não havendo mais necessidade de cochilo diurno, sendo normal a persistência de um cochilo durante o dia para algumas crianças.

Entre 3 e 5 anos de idade (chamados de idade pré-escolar) o número de horas de sono é de 13 a 15 horas com períodos de cochilos durante o dia.
A adolescência é caracterizada por uma situação especial e passageira de mudanças no padrão de sono, no qual o adolescente apresenta a tendência a dormir mais tarde e acordar mais tarde. Isso acontece devido a uma mudança natural no ritmo do sono, que pode promover desajuste com a prática dos horários escolares e outros compromissos sociais.

Na vida adulta, a necessidade de sono da maioria da população varia de 7 a 9 horas, sendo a média de 8 horas. Com o avançar da idade, a necessidade de sono pode sofrer um decréscimo pequeno, apresentando a duração de 7 a 8 horas. Porém, os idosos podem manifestar mais despertar noturno e a tendência ao avanço de fase do sono, ou seja, tendência a dormir mais cedo e acordar mais cedo, podendo ceder mais facilmente à necessidade de cochilar durante o dia.
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