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20/11/2019
Doação de órgãos: a esperança de uma nova vida

A doação de órgãos é um gesto nobre e, muitas vezes, a única alternativa para que alguém possa viver. Atualmente mais de 2.100 mil pessoas aguardam por um órgão no Paraná, sendo que destas mais de 1.500 precisam de um rim. Já o número de doadores é bem menor. No entanto, um único doador pode beneficiar até dez pessoas que estão na fila do transplante.
Para reforçar a conscientização popular sobre a importância desta atitude e levar conhecimento para enfermeiras, estudantes de medicina e classe médica, a Renalclin, em parceria com a empresa farmacêutica EMS, promoveu a palestra: “Como ser Doador de Órgãos e Tecidos”.
No evento, a enfermeira e coordenadora da Organização de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO), Patrícia dos Santos Duarte, falou sobre o processo de doação e captação de órgãos na área de abrangência da OPO/Cascavel. O órgão integra as 7ª, 8ª, 9ª, 10ª e 20ª regionais de Saúde e trabalha para aumentar o número de doações no Estado.
Segundo a enfermeira, a recusa das famílias ainda é o principal desafio a ser vencido: “Neste ano, de todas as entrevistas que realizamos, 28% das famílias disseram ‘não’ para a doação. Em 2018, fechamos o ano com 25% de recusa na nossa região de atuação, mas nós já chegamos a receber 33% de recusa. Por meio de iniciativas como essa, buscamos levar informação e conhecimento para o público visando mudar essa estatística”.

Destaque mundial
Atualmente o Brasil possui o maior sistema público de transplantes do mundo, sendo o 2º maior transplantador mundial, ficando atrás somente dos Estados Unidos. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 96% dos procedimentos de todo o país são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes recebem assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante pela rede pública de saúde.
O Paraná lidera o número de doações e transplantes no país, na frente de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que aparecem em seguida. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, nos primeiros oitos meses de 2019 foram realizados 1.147 transplantes (órgãos e córneas). No mesmo período de 2018 foram 1.879 e no acumulado dos últimos oito anos (2011-2018). O Estado alcançou 9.206 intervenções. A palestra “Como ser Doador de Órgãos e Tecidos” aconteceu no dia 27 de setembro, no auditório do Hotel Copas Verdes, em Cascavel.





Patrícia dos Santos Duarte, enfermeira e coordenadora da Organização de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO)/Cascavel

“Precisamos aumentar o número de doadores para aumentar o número de transplantes em geral. Os órgãos mais difíceis de doação, captação e transplante são o coração e o pulmão, porque dependem de muitos critérios como idade, condições clínicas e compatibilidade entre doador e receptor. Os que mais têm sido doados são fígados e rins.”







Dra. Gizele de Souza, nefrologista

“Minha palestra foi sobre ‘Imunologia no Transplante e sua importância no sucesso do procedimento’. A imunologia estuda a compatibilidade imunogenética entre doadores e receptores de transplante de órgãos ou tecidos por meio de exames como o Grupo ABO, Tipificação do HLA, Reatividade Contra Painel do Receptor, Prova Cruzada ou Cross Match.”











Dra. Noris Regina dos Santos Rohde, nefrologista

“A ação se faz necessária para esclarecer dúvidas tanto dos estudantes como da população sobre a doação de órgãos e tecidos. Cascavel já é um centro em transplantes e é importante aumentar cada vez mais as doações. Conseguir atingir a população com uma mensagem sobre este ato nobre é uma grande conquista para nós (médicos).”






Dr. Fábio Luiz de Souza, urologista

“O transplante renal é uma saída para tentar diminuir a fila de espera. Mas para que o sistema de transplantes funcione melhor, é necessário um grande número de captações e isso só é possível por meio de campanhas de conscientização sobre a doação e a eficácia das equipes de procura na captação de órgãos. Outro ponto fundamental é a agilidade na realização dos testes de compatibilidade e o rápido transporte do rim, o que resulta em um tempo menor entre a retirada do órgão e a realização do transplante, com maior índice de sucesso.”









Dra. Vanessa S.M. Uscocovich, nefrologista

“O objetivo da iniciativa foi garantir que as informações e os conhecimentos transmitidos durante as palestras não ficassem apenas com os participantes e os acadêmicos, mas que eles multiplicassem aquilo que aprenderam para estimular outras pessoas a se tornarem doadoras.”






Mobilização pela doação de órgãos

Acadêmicos de Medicina da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)-campus Cascavel, sob a orientação das médicas nefrologistas, Dra. Gizele de Souza e Dra. Vanessa Uscocovich, realizaram uma ação em cinco lojas de uma rede de supermercado da cidade para multiplicar os conhecimentos adquiridos durante as palestras e conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos.


A seleção de um paciente que aguarda por um transplante ocorre com base na gravidade de sua doença, tempo de espera em lista, tipo sanguíneo, compatibilidade anatômica com o órgão doado e outras informações médicas importantes. Todo o processo de seleção dos potenciais receptores é seguro, justo e transparente.
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