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15/07/2018
Assistência ao paciente crítico: evento aborda os principais cuidados e desafios na Medicina Intensiva

Profissionais capacitados em terapia intensiva são os responsáveis pelos cuidados de pacientes criticamente enfermos, que necessitam de suporte à vida e encontram-se em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). É uma área estritamente delicada, que exige do profissional experiência e um processo de tomada de decisões muito ágil e preciso. Além disso, a equipe atua constantemente sob pressão e situações de estresse, devido à gravidade dos pacientes em questão. Por isso, a atualização permanente proporciona um grande diferencial, mantendo este profissional preparado para lidar com os resultados positivos ou não, bem como a relação com os familiares.
Pensando na importância destas abordagens foi promovido pela Liga Acadêmica de Medicina Intensiva (LAMI) do Centro Fag, o II Simpósio de Medicina Intensiva. Divididos nos dias 8 e 9 de junho, o tema “Desafios da Assistência ao Paciente Crítico” foi abordado entre os principais ambientes: UTI Geral e UTI Neonatal/Pediátrica, por profissionais referências na área.
Aulas com os conteúdos sobre sepse, Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico, ventilação mecânica (VM) e desafios da profissão foram apresentadas durante a primeira noite de evento, tendo como convidado especial o médico de Curitiba, Dr. José Arthur Santos Brasil. No dia seguinte, a palestra “Cianose no período neonatal” foi ministrada pela Dra. Adriana Chassot Bresolin, seguida pelo tema “Admissão e alta da UTI neonatal” abordado pelo Dr. Marcos Cristovam e “Emergências cirúrgicas mais frequentes no RN” pela Dra. Jaqueline Machado de Oliveira. O Dr. Júlio Ricardo Ramos deu sequência com o assunto “Abordagem do estado de mal asmático” e a Dra. Alliny Beleneti da Silva falou sobre “PCR e reanimação cardiorrespiratória básica e avançada na criança neonato”.


Dr. José Arthur Santos Brasil
Médico intensivista e coordenador da UTI do Instituto de Neurologia e Cardiologia de Curitiba
“O primeiro tema que abordei foi sobre Acidente Vascular Cerebral (AVC) e as dificuldades enfrentadas no tratamento. Elucidei como o médico e a equipe multidisciplinar precisam estar atentos para o melhor desfecho da situação do paciente, chances para sua recuperação funcional e retorno às atividades na sociedade. Já na segunda aula apresentei os desafios da profissão médico intensivista, como se caracteriza este trabalho, seu desenvolvimento e resultados refletidos em benefícios aos pacientes. A Medicina Intensiva é pouco conhecida apesar de ser uma especialidade ‘super’ complexa. Para se ter uma ideia, não chegam a três mil especialistas nesta área no Brasil e muitas UTI’s não possuem um profissional capacitado. Por isso, ver acadêmicos interessados é bastante motivador, tendo em vista que a Medicina Intensiva é uma área que incorpora praticamente todas as especialidades médicas em um só ambiente e proporciona boas e más notícias. Na minha experiência é um local onde a vida recomeça. Pacientes, familiares e equipe acabam tendo grandes experiências, sendo muito importante os acadêmicos estarem ligados a isso.”

Dr. Itamar Porto

Médico intensivista e coordenador médico da Lami
“A Ventilação Mecânica é um dos temas mais complexos dentro da Medicina Intensiva e com o passar dos anos este método evoluiu absurdamente, sendo o máximo de suporte que pode ser dado a um paciente em estado crítico. Por isso, fiz um breve histórico e expliquei como realizar a VM adequadamente de maneira que os acadêmicos aprendam e saiam com um conceito bem firmado sobre o assunto, podendo trabalhar futuramente com mais segurança. Assuntos como este são de extrema importância e como presidente médico da Liga fico muito feliz em ver que o evento teve uma procura tão grande o que contribui para o reconhecimento da especialidade.”

Dr. Péricles Duarte

Médico intensivista / UTI Hospital Universitário e Uopeccan
“Sepse ou infecção é um dos principais problemas que temos hoje na Medicina Intensiva. É um tema que abrange também emergências, pronto-socorro, atendimento primário e, até mesmo, postos de saúde. Em tese, qualquer infecção pode se transformar em sepse e consequentemente pode se tornar perigosa e letal. A identificação, o diagnóstico e a classificação entre casos mais leves ou casos mais graves são fundamentais para um médico e para o profissional de saúde, além da própria população de modo geral. O objetivo é justamente abordar esse diagnóstico precoce à luz das evidências e dos novos dados que a medicina dispõe.”

Priscila Martins

Acadêmica do 5º ano de Medicina e presidente da Lami
“O tema do nosso evento é de grande importância, pois é a base para um paciente que está na UTI em estado crítico. Por isso, o objetivo foi reunir profissionais de saúde, médicos, acadêmicos e residentes para uma orientação, acompanhamento das diretrizes que foram atualizadas recentemente, além do aprofundamento dos conhecimentos sobre as condutas e manejos adotados.”


Dr. Amaury Cezar Jorge

Médico Intensivista / UTI Hospital Universitário
“Participei do evento como mediador e promovemos um debate sobre os assuntos das palestras: a sepse, que é um quadro de infecção grave e com alto índice de mortalidade; o AVC, uma patologia que vem aumentando principalmente por causa do envelhecimento da população; e os princípios da Ventilação Mecânica, suporte oferecido a pacientes que estão em estado crítico. Estas temáticas são extremamente importantes na nossa área, tanto para os intensivistas que têm a oportunidade de resgatar e compartilhar conhecimentos, bem como para os participantes acadêmicos e residentes que são o futuro da Terapia Intensiva. Acredito que eventos como este só tendem a crescer e a conquistar novos horizontes.”

André Luiz Krokoscz de Souza
Residente de Terapia Intensiva
“Desde o terceiro ano da graduação gosto da Medicina Intensiva e mais tarde aproveitei a oportunidade de iniciar o curso nesta especialidade aqui em Cascavel. Atualmente temos alguns desafios dentro da especialidade como a implementação de tecnologias mais atuais, que ainda são muito caras e inviáveis, principalmente quando se fala no Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, como está muito atrelada ao uso de equipamentos, essa falta de acesso à modernização acaba gerando um atraso. Porém, eventos como este servem para fortalecer e demonstrar a importância da especialidade tanto para os acadêmicos como para a sociedade.”