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Entrevistas

Gestação e Pós-parto durante a pandemia


A descoberta da gravidez, o planejamento de uma nova vida, o momento do parto, os cuidados com o recém-nascido, a amamentação…. Tantos planos foram traçados e podem precisar de um ajuste de rota em virtude da pandemia da COVID-19. As famílias que estão passando por isso não estão sozinhas. Consideramos as principais dúvidas de gestantes e puérperas.

Gestante de alto risco tem algum cuidado especial?
Gestantes portadoras de diabetes, pressão alta e doenças do coração devem seguir as recomendações de cuidado indicadas para os grupos de risco, com higienização frequente e isolamento social. Consulte o seu médico em caso de sintomas de febre, tosse ou dificuldade para respirar.

Caso a grávida se contamine com a COVID-19, os sintomas serão os mesmos ou ela pode ter algum sintoma diferente?
Os mesmos sintomas que são observados na população em geral são apresentados nas grávidas infectadas pelo vírus. Eles podem variar de um quadro leve, como coriza, mal-estar, dor de garganta e cefaleia, até quadros mais significativos, com febre e falta de ar. São sinais de alerta para procurar atendimento médico imediato: a presença de febre persistente (mais alta do que 37,8ºC) por dois dias, desconforto para respirar, cansaço em pequenos e médios esforços, e arroxeamento dos lábios ou pontas dos dedos.

Posso ter o meu parto em casa ou na banheira?
Neste momento, o Conselho Federal de Medicina recomenda que os partos sejam realizados em ambiente hospitalar, uma vez que há maior segurança para a mãe e para o bebê.

Recém-nascidos podem se contaminar com o coronavírus mais facilmente?
São mais suscetíveis à infecção pelo vírus? Não há evidências científicas de uma maior facilidade de contaminação por recém-nascidos. Até o momento, bebês e crianças têm se mostrado menos suscetíveis a sintomas graves da doença e a mortalidade nessa faixa etária está próxima de zero. Por outro lado, é importante lembrar que recém-nascidos podem transmitir o vírus para outras pessoas. Por isso, é importante redobrar os cuidados com a higiene das mãos e de objetos, além de estabelecer o isolamento social.

O que devo fazer se meu bebê tiver sintomas de COVID-19?
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), há poucos casos sintomáticos em lactantes, crianças e adolescentes. Porém, se seu bebê apresentar sintomas, converse com seu pediatra para que ele possa orientá-la quanto aos possíveis sinais de agravamento do quadro e a necessidade de uma avaliação presencial. Para sintomas leves, a recomendação normalmente tem sido a de ficar em casa, evitando a transmissão para outras pessoas e tratando os sintomas com analgésicos e antitérmicos, sob orientação médica. Em casos de sintomas mais graves, como falta de ar, febre persistente e arroxeamento das extremidades, procure atendimento médico o quanto antes.

Se a mulher estiver amamentando e contrair a COVID-19, ela deve parar de amamentar?
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as mulheres que estão amamentando e apresentam sintomas leves devem manter a amamentação normalmente, utilizando máscaras de proteção e higienização prévia das mãos. Caso a mãe não se sinta confortável, ela pode retirar o leite materno e pedir para outra pessoa oferecê-lo para a criança, obedecendo os critérios de higiene recomendados.

Fonte: SulAmérica Saúde
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