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Entrevistas

28 anos na cardiologia em Cascavel - Dr Luiz de Castro Bastos


"Sinto-me gratificado pela comunidade e classe médica reconhecerem o nosso empenho na consolidação da Cardiologia Intervencionista como uma referência da especialidade em todo o Paraná, o que nos dá a certeza de que estamos na direção correta"

Dr. Luiz de Castro Bastos

CRM-PR 12601
Cardiologista RQE 1787
Cardiologista Intervencionista RQE 102314
Título de Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)
Título de Especialista em Hemodinâmica pela Sociedade Brasileira
de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (sbhci)
Mestre em Medicina Interna pela Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Hemodinamicista Responsável Técnico pelo Serviço de Hemodinâmica do Hospital Policlínica Cascavel
Hemodinamicista do Hospital Universitário da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (HUOP - Unioeste)


Uma carreira bem-sucedida! Assim pode ser definida a trajetória do Dr. Luiz de Castro Bastos, médico especialista em Hemodinâmica pela Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), responsável técnico pelo Serviço de Hemodinâmica do Hospital Policlínica Cascavel e hemodinamicista do Hospital Universitário da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (HUOP-Unioeste). Chegou a Cascavel em janeiro de 1991 e foi o primeiro Cardiologista Intervencionista a implantar o serviço de alta tecnologia cardiológica do Hospital Policlínica, bem como o primeiro a realizar um cateterismo cardíaco na região. Em sua trajetória, ao lado de outros profissionais realizou mais de 33.550 exames, número que representa mais de 10% da população da cidade. Seu trabalho ao longo desses anos contribuiu sobremaneira para a consolidação da Cardiologia Intervencionista na região Oeste, considerada hoje uma referência médica em todo o Paraná. A dedicação e ética deste cardiologista, o reconhecimento dos colegas de classe e a gratidão da comunidade guiaram a Revista Saúde News até o consultório do Dr. Bastos. O resultado é uma entrevista sobre a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças do sistema cardiovascular.

SN
- O que é a Cardiologia Intervencionista?
Dr. Bastos - A Cardiologia Intervencionista, também conhecida como Cardiologia Invasiva, é uma subespecialidade da Cardiologia que realiza exames diagnósticos e terapêuticos do sistema cardiovascular por meio da introdução de cateteres especiais no mesmo. Desta maneira pode-se confirmar, ou não, a presença de doenças adquiridas ou de nascença (congênitas) e, dependendo da mesma, fazer o tratamento como ocorre na presença de obstrução das artérias coronárias e alguns defeitos congênitos (Forame Oval, Pérvio, Comunicações Interatriais, Estenose Aórtica, Estenose Mitral e outros).

SN - Em que setor esta subespecialidade é mais atuante (centro cirúrgico, pronto-socorro, unidades coronarianas)?
Dr. Bastos - Ela é mais atuante nas salas especializadas, chamadas Salas de Hemodinâmica, que, na maioria das vezes, estão acopladas às Unidades Coronarianas ou ao Centro Cirúrgico.

SN
- Quais os casos que mais exigem a atenção do médico cardiologista intervencionista?
Dr. Bastos - Todos os procedimentos realizados na Sala de Hemodinâmica exigem muita atenção do especialista, uma vez que os cateteres, muito raramente, podem provocar danos no sistema cardiovascular. Entretanto, existem situações clínicas mais graves, nas quais o paciente encontra-se em eminente risco de vida, como o paciente que está com infarto agudo do miocárdio, aqueles que serão submetidos à desobstrução das artérias coronárias e aqueles em quem serão realizados fechamento e abertura de defeitos congênitos ou adquiridos.

SN - Que exames auxiliam o médico desta subespecialidade?
Dr. Bastos - Os exames que auxiliam são aqueles de rotina na Cardiologia, como por exemplo, a Cintilografia Miocárdica, que identifica as áreas do coração que estão sofrendo com a diminuição da circulação que alimenta o coração; e o Ecocardiograma, que identifica muitos defeitos cardíacos congênitos ou adquiridos e, o que é mais importante, orienta o profissional durante o tratamento dos mesmos ao se empregar o Ecocardiograma Transesofágico. Além disso, o Eletrocardiograma também tem um papel muito importante naqueles pacientes com suspeita de angina ou infarto.

SN - O que mais lhe preocupa na Cardiologia Intervencionista no Brasil?
Dr. Bastos - A maior preocupação é a dificuldade em se aplicar todos os recursos tecnológicos inovadores no tratamento das doenças cardiovasculares, em face da sua não liberação pelos diversos convênios. Outro problema refere-se aos valores pagos pelos mesmos aos especialistas que trabalham sob enorme estresse, utilizando radiação ionizante (Raios X) e, também, aventais de chumbo.

SN - Na sua visão e com base em suas experiências, qual foi a maior conquista da Cardiologia nas últimas décadas?
Dr. Bastos - A meu ver, a mais importante foi o tratamento do infarto agudo do miocárdio. Hoje, 95 a 98% dos pacientes infartados têm suas artérias desobstruídas e as lesões tratadas com cateteres e stents. Estes são dispositivos metálicos, na sua maioria, denominados órteses, utilizados para melhorar a abertura das artérias que foram desobstruídas pelos cateteres balão. 
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