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Entrevistas

Dr. Cesar Shiratori: Conheça mais sobre o especialista na ciência dos olhos



Foi na “pequena Londres” que nasceu, no ano de 1973, Cesar Shiratori, médico oftalmologista e gestor nato. Filho de mãe professora e pai contador, Cesar teve uma infância simples, com lembranças de muitas amizades e bons passeios no bosque da cidade de Londrina.
Quando optou pela Medicina, buscou prestar o vestibular na Universidade Estadual de Londrina (UEL), porém, o resultado positivo não veio. Logo depois, seu destino mudou, ele passou no vestibular mais concorrido do país, na época, o da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Mudou-se para Botucatu e já no primeiro ano do curso seu caminho na oftalmologia começou a ser traçado. “Um professor me convidou para realizar um trabalho voltado à atenção primária em saúde ocular de crianças e isso me encantou. Senti um vínculo forte com a especialidade e com o passar da graduação e dos estágios, as cirurgias mais delicadas e perfeccionistas despertavam o meu interesse”, relembra o médico.
A formatura foi um grande marco na vida de Shiratori e da família, pois exigiu muito esforço e persistência dos pais Yutaka e Akiko, que sustentavam o filho em uma cidade distante. Com a conclusão da graduação, veio a residência em oftalmologia, que também foi realizada na Unesp, juntamente com a especialização em cirurgia de catarata e de glaucoma. Após isso, também se especializou em cirurgia refrativa a laser e cirurgia de catarata.



Cascavel: cidade acolhedora
 
A “Capital do Oeste” foi o local onde Shiratori fez a carreira prosperar. Quando chegou, em 2001, foi convidado a participar do Rotary Club e começou a fazer novas amizades e contatos profissionais. Desde então, muitos pacientes foram “conquistados” e o Dr. Cesar é considerado um médico de confiança, que atende os avós, os filhos e os netos de muitas famílias. Além disso, foi em Cascavel que construiu a base mais importante: a sua família,com a esposa Andrea e o filho Arthur Kenzo. “Considero esta cidade muito promissora. Desde que cheguei aqui fui muito bem acolhido e, hoje, me considero cascavelense de coração. Tenho certeza que é um ótimo lugar para minha família e que me trará ótimas lembranças”, destaca.
 
Dr. Cesar, a esposa Dra. Andrea e o filho Arthur Kenzo

Na Associação Médica de Cascavel (AMC), Cesar deixava um pouco de lado a medicina e explorava sua veia esportiva, praticando o esporte que tanto gosta: o futebol. Na primeira competição realizada pela AMC entre médicos, sua equipe foi campeã. O futebol sempre foi uma de suas atividades preferidas, porém, depois de uma lesão no joelho, o médico resolveu aposentar as chuteiras. Mais tarde resolveu se aventurar na corrida de rua.
 "Eu precisava de um desafio e, então, coloquei como
objetivo participar de uma competição. Comecei aos poucos, andando e correndo, depois participei de
corridas de cinco quilômetros e treinei durante um
ano todo para participar da Meia Maratona das Cataratas, que consegui realizar em 2013, destaca.
"

Shiratori mantém a prática deste esporte até hoje, sendo filiado à Associação Cascavelense de Corredores de Rua (ACCORRER) e participou da expansão das corridas cascavelenses.

Os desafios da oftalmologia

Doutor Cesar Shiratori recorda que a cirurgia de catarata realizada com lupa, anestesia geral e internação hospitalar de dias, hoje, transformou-se em uma microcirurgia com implante de lente intraocular multifocal, anestesia tópica, incisão menor que dois milímetros e alta imediata. Claro que isso não ocorreu da noite para o dia, foi uma evolução de cerca de 30 anos, porém, é a demonstração do quanto a especialidade cresceu, se adaptou e exigiu dos profissionais o aprimoramento constante, estando sempre atentos às novas tecnologias, estudos e meios de realizar cirurgias e exames. 
 
Além disso, o surgimento do laser vem revolucionando os conceitos em cirurgia ocular e os pacientes que antes procuravam os oftalmologistas para usar óculos, atualmente querem deixar de usá-los. Assim, muitos oftalmologistas uniram-se para investir em tecnologias em um só lugar, reunindo equipamentos atualizados e modernos, oferecendo aos pacientes o que há de mais novo na área.

O melhor caminho é a prevenção

Com o progresso da medicina, veio também o aumento e descoberta de novos tratamentos para doenças. De acordo com dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), no Brasil, que possui cerca de 201 milhões de habitantes, estima-se que a população míope esteja entre 22 e 72 milhões. 
A hipermetropia tem prevalência em 34% da população, o que equivale a 68 milhões de pessoas. Shiratori descreve estas doenças como as mais predominantes, seguidas pelo astigmatismo, porém, houve uma mudançano perfil destas patologias e uma maior incidência entre as crianças. “Por meio de estudos e pelo que acompanho no consultório, estas doenças têm se apresentado mais devido ao uso excessivo de aparelhos eletrônicos. O tempo de exposição dos olhos nas telas tem prejudicado a saúde ocular e vida social, pois as crianças deixam de realizar brincadeiras e atividades físicas ao ar livre. Por isso, tivemos que nos adaptar a estas mudanças e alertar aos pais a importância do controle no uso da tecnologia”, explica.


Jornalista Sandra Lopes e Dr. Cesar

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia é fundamental que toda criança vá a um oftalmologista quando inicia a alfabetização, porém, quando o contato com artefatos eletrônicos é maior e há algum histórico familiar de doença oftalmológica, a atenção deve ser redobrada e as consultas periódicas.
E, quando se trata de cuidados com a visão, estas precauções servem para toda a família, principalmente no verão, momento em que acontece uma maior exposição solar e em ambientes externos, além do contato com piscinas e praias, fatores que facilitam a entrada de agentes irritantes nos olhos. Por isso, é importante estar com exames oculares em dia e utilizar óculos solares com lentes de proteção para os raios ultravioletas.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que até em 2020 a população idosa no Brasil seja de 32 milhões, o dobro da atual, portanto, todo este cuidado na infância e ao longo da vida, resulta em uma melhor visão na terceira idade, período mais propício para o desenvolvimento de doenças oculares, como a presbiopia conhecida como “vista cansada”, que se manifesta a partir dos 40 anos, sendo decorrente do envelhecimento. Outras patologias também podem acontecer, como o glaucoma, que muitas vezes não apresenta sintomas, mas pode causar cegueira, a catarata que leva a redução progressiva da visão, e a degeneração macular relacionada à idade, consequente também pelo acúmulo de exposição aos raios ultravioletas do sol.



A medicina, a gestão e a relação com o paciente

Especialista na oftalmologia, Cesar Shiratori também se consagrou como um grande gestor. Pós-graduado em gestão e com MBA em cooperativismo atua como conselheiro técnico na Unimed e há quatro anos como diretor administrativo do Hospital de Olhos.
De origem nipônica e personalidade equilibrada, o médico agrega às duas funções de forma conciliadora e descontraída, características expressadas também no atendimento ao paciente. “O conhecimento hoje está muito disseminado e o paciente traz dúvidas muito mais amplas e questionadoras, por isso, prezo sempre pela aproximação e confiança, que é uma forma humanizada de atendimento”, enfatiza.


No Hospital de Olhos, Cesar atua há 15 anos e identificou-se com a essência humanizada do ambiente que além de manter equipamentos de última linha, conta com um corpo clínico capacitado e unido que preza pelo melhor atendimento.