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16/11/2015
A influência da tecnologia no comportamento humano

 A tecnologia faz parte do ser humano desde os seus primórdios, pois foi a partir dela que o mundo evoluiu para chegarmos à modernidade dos dias atuais. Cada vez mais descobrimos a importância da evolução em inúmeras áreas da vida humana, como na informática, engenharia, informação e medicina, com a descoberta de tratamentos e medicações para doenças antigamente consideradas incuráveis, mas que hoje com a tecnologia traz a possibilidade rápida e eficaz de se obter bons e instantâneos resultados.
Por outro lado, podemos perceber que mesmo sendo responsáveis por essa constante evolução, ainda não controlamos nossos próprios sentimentos e emoções perante a isso. Evoluímos de tal forma que não fomos capazes de nos aperfeiçoar em algo que é tão importante: “nós mesmos”, nossas emoções, angústias e desejos. E, diante desta busca incessante por solucionar problemas que não fazem parte propriamente dita do nosso “eu”, tentamos preencher com informação, tecnologia e mais tecnologia a falta de autoconhecimento. Esta ausência de conhecimento sobre si mesmo e a incapacidade de conhecer a autoimagem, muitas vezes, só podem ser resgatadas com a ajuda de nós psicólogos, no setting de nossos consultórios.
Segundo a teoria fenomenologia – existencial, a autoimagem é a ideia que alguém tem de si mesmo, ou seja, um autoconhecimento que contribui para determinar o que fazemos e o modo de comportar-se no mundo. A partir disso, é possível fazer um paradoxo com a atual realidade tecnológica: o ser humano está perdendo sua autoimagem por meio da tecnologia, e com isso, substituindo a capacidade de se relacionar e de se comunicar “cara a cara” com outras pessoas através do mundo das redes sociais, do Whatsapp, entre outros meios tecnológicos que “facilitam ou não” essa comunicação. 
Saber se comunicar é desenvolver empatia, falar na hora certa, observar e saber ouvir. Tais comportamentos estão sendo deixados de lado e substituídos pela comunicação virtual, com a preocupação em saber a quantidade de “likes” que vamos receber em uma foto ou comentário, esquecendo assim o significado do relacionamento propriamente dito, da troca de informação, da possibilidade de networks que só acontecem quando nos comunicamos “cara a cara”. 
Antigamente, a comunicação presencial e direta era mais prezada, pois a facilidade de se compreender através da fala e da expressão corporal era considera mais eficaz. Entretanto, com o passar dos tempos, a realidade se modificou, como com os casais de namorados que deixaram de lado o contato físico e visual para permanecerem alienados a um smartphone. Desta forma, o diálogo passa ser mais fácil através de uma tela, com a possibilidade de se dizer o que pensa, porém passível a qualquer tipo de interpretação e resultando com o tempo em relacionamentos inconsistentes. Afinal, como será possível saber o que o outro realmente quer dizer através de uma simples tela, sendo que a comunicação é uma construção de comportamentos? 
Revolucionário seria se a capacidade do homem em criar algo totalmente inovador e útil fosse utilizada para transformar as relações em contatos mais humanos, capazes de resgatar sentimentos que estão sendo substituídos por “likes” e “selfies”.
 

Marina Silveira Prado Psicóloga Clínica - CRP 08/21189
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