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15/09/2015
Crise energética, falta de água e planejamento

Isso mesmo! Você pode imaginar uma hidrelétrica funcionando sem água? Difícil até imaginar, não é?

Pois é, o governo federal assim como o estadual, embora de partidos diferentes, compartilham da mesma opinião (equivocada), de que as hidrelétricas, continuarão a salvar a Pátria em termos energéticos.
Está na hora de acordar desse sonho governantes... que até agora deu certo porque o Brasil sempre teve água em abundância... Enquanto países com menos, MUITO MENOS, recursos naturais que o nosso, dão exemplos de formas de obter energia renovável, isto é, sem prejudicar o meio ambiente há anos, os nossos políticos insistem em construir mais hidrelétricas, mesmo com tamanha irregularidade de chuvas e falta de água em muitos estados e/ou regiões.
Por que será? Licitações públicas fraudulentas, acordos com empreiteiras, desvio de dinheiro público e outras tantas podem ser as respostas, como estamos acompanhando os fatos há algum tempo, infelizmente.
Mas quais as alternativas, então?
Obtenção de energia Eólica, Solar, das marés e até do lixo, comprovadamente eficientes e que podem ser implantadas nas mais diferentes regiões desse país. 
 
Alguns exemplos pelo mundo comparados ao Brasil:
- A energia do lixo:
A queima dos resíduos representa dois milhões de toneladas de resíduos que se convertem em energia por ano. Com altos índices de reciclagem e reutilização e com esse método de produção de energia a Suécia consegue deixar de consumir 670 mil toneladas de petróleo e outros combustíveis fósseis. O país acaba até mesmo importando lixo de outras nações para garantir a sua produção de energia.
No Brasil: Em pesquisa pelo IBGE, calculou-se prospectivamente a curva de vazão do biogás para dez anos, de 2010 até 2020... Os potenciais estimados individualmente, quando agregados, somam 311 MW de “potência instalada” em biogás gerado pela decomposição dos resíduos sólidos municipais, que poderia abastecer uma população de 5,6 milhões de habitantes e equivale a praticamente a cidade do Rio de Janeiro. 
 
- A energia eólica:
Até 2005 a Alemanha liderava o ranking dos países em produção de energia através de fonte eólica, mas em 2008 foi ultrapassada pelos EUA. Desde 2010, a China é o maior produtor de energia eólica. Em 2011, o total instalado nesse país ultrapassava os 62.000MW (62 GW). Comparado com os 44.000 GW instalados até 2010, foi um aumento de 41%.
No Brasil: Em 2001foi lançado o primeiro Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, que estimou em 143 GW o potencial nacional, considerando torres de até 50 m de altura. Com a expansão do setor, boa parte dos estados brasileiros está revendo o seu potencial, agora para torres de 120 m ou mais. Há a previsão de que o potencial chegue a 350 GW. Para o mundo há indicações de um potencial superior a 70.000 GW. Só no papel...
 
- A energia solar:
Os países que mais investem em energia solar no mundo (do primeiro ao quinto lugar) são: Espanha, Portugal, China, Índia e Alemanha. A Alemanha se tornou o maior produtor mundial de energia solar térmica em meados de 2010, com 432 MW instalados. As fontes renováveis são responsáveis por 17% de toda a energia produzida em Portugal. O governo indiano lançou no início de 2010 um plano de 19 bilhões de dólares para gerar 20.000 MW de energia solar até 2022.
No Brasil: Segundo a ANEEL, existe uma infinidade de pequenos aproveitamentos da energia solar no Brasil, mas isso ainda é pouco significativo, diante do grande potencial existente. 
O que se observa no Brasil são iniciativas por parte da população que utiliza a energia solar nas residências, mas nas instalações públicas, bem como por parte do governo federal, não acontecem.
Parecem inertes diante da crise energética do país, propondo como soluções, o que o mundo está abolindo: queima de combustíveis fósseis como o Carvão mineral (caríssimo) e a reativação das “Angras”, usinas de energia nuclear.
Diante desse contexto, cabe no mínimo uma provocação: vamos continuar pagando preços cada vez mais exorbitantes pela energia produzida dessa forma ou vamos nos unir e exigir dos nossos governantes que realmente coloquem em prática essas formas de energia renováveis como em todo o mundo?

Professora
Neuza Cantarelli
neuzacant@gmail.com

Fonte: Sites do MMA, MME e de notícias
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