SAÚDE NEWS

Matérias

Conteúdo

15/07/2015
Dr. Adiris, um pioneiro nos exames de IMAGEM

 O primeiro encontro foi logo após a minha chegada, pois iria dividir consultório com o Dr. Jimenez na Galeria Paschoal, o RX era no outro lado da Galeria. Um café saboreado dentro do consultório onde ele laudava os exames de RX, pois ecografia, tomografia, só nas capitais do eixo sudeste.
O meu sotaque logo foi reconhecido e ele também oriundo do Rio de Janeiro logo se identificou com o conterrâneo das praias e serras fluminenses mesmo que eu seja da torcida do Vasco.
Nos primeiros dias de convívio, vi um alvoroço na entrada da Galeria Paschoal na Avenida Brasil. Fui até eles e vi que um carro do estacionamento no meio da avenida havia saído sozinho, batido em outro e eu comecei a rir do acidente, quando o Adiris do meu lado falou: “aquele carro é meu, de quem será o azul?” Era a minha variant PV 1111 com placa do Rio de Janeiro! A minha surpresa e decepção foi abrandada pelo sorriso do amigo Adiris que falou: “não se preocupe, tudo se resolve”.
Não tinha o hábito de puxar o freio de mão no Rio e, como havia um caimento no estacionamento, o veículo foi descendo e o para choque foi para cima da porta do carro do Adiris. Mudei de atitude: a partir dali, passei a usar o freio de mão.
Depois da saída da Avenida Brasil fui várias vezes a sua casa na Rua D. Pedro em frente ao Posto Colombo - hoje Posto Maçarico, onde os meus filhos e os dele estavam sempre juntos nas brincadeiras. Foram tempos alegres e lúdicos.
Começamos a conversar sobre espiritualidade e vi que embora com alguns sofrimentos pessoais, era um estudioso do espírito e através da Antiga e Mística Ordem Rosacruz-AMORC- era um Cavaleiro Rosa –Cruz, bondoso, hospitaleiro,  sábio e amigo dedicado, sempre voltado para fazer o bem.
O saudoso Dr. Manuel José de Lourdes Steves, que no falar parecia português, pois era oriundo de Goa, chegou a ser seu compadre devido a grande amizade, e conta sua esposa que parecia que se comunicavam por telepatia, quando havia necessidade de trocar uma ideia ou ia buscar um socorro, eis que o Adiris aparecia de surpresa para uma visita e já ajudando,  a solucionar o problema.
Assim era o Adiris que teve a sua voz mudada para o tom grave durante alguns anos, mas jamais mudou o seu seu modo de ser, o seu temperamento, a sua maneira gentil e solícita de demonstrar amizade.
Mesmo com todos os recursos que temos, cada vez mais compreendemos que a nossa vida já está limitada a um período, mas nós não sabemos quando, e por isso uns viajam sem se despedir, mas a nossa convicção é que um dia nos encontraremos, pois só o corpo morre, o nosso espírito continua. Assim sendo... até um dia amigo.

Texto: Dr. Jesus Lopes Viegas
 
Rua Pernambuco, 2450 - Coqueiral - CEP 85807-050 - Cascavel/PR - Fone: (45) 3224-7212 / 3038-7216 / 99972-4744 / 99931-8072
COPYRIGHT TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.