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15/05/2015
Pra todas as mães, histórias de filhos

 Quando esta edição ficar pronta, o dia das mães já terá passado. Mas como sempre é tempo de homenagear a essas mulheres, vou enumerar aqui pérolas e outras peripécias de autoria de algumas crianças com as quais convivi e convivo.
 Ricardinho era um menino tranquilo que gostava de estar sempre em contato com a natureza. O problema é que ele tinha alguns amigos meio esquisitos. Pequenininho ainda, nunca ia dormir sem que antes fosse ao quintal para conversar e dizer “boa noite” ao seu amigo sapo ou sapo amigo, jeito carinhoso dele se referir ao animal. Sim, ele tinha um sapo de estimação. O pior é que o bicho parecia entender o que ele falava. Isso para desespero total da sua mãe que sempre teve horror a sapos. E toda a noite era aquela confusão.
Cris era o menorzinho da turma de primos, mas insistia em brincar com os maiores que estavam se acabando de tanto correr em um quarto escuro. Depois de muita insistência, a mãe ameaçou: “você é muito pequeno, pode ir, mas se eu ouvir um pio, aiaiai”. E ele foi rindo de orelha a orelha de tanta felicidade. Em seguida a porta se fechou, a luz se apagou e começou a correria. Não deu dois minutos pra ele bater a boca no joelho de alguém e começar a chorar. Logo a mãe chegou dizendo: “quem é que está chorando? Eu avisei...” e acendeu a luz. Criativo e ajuizado, Cris falou que estava rindo e não chorando. Até aí, tudo bem, não fosse o rosto inundado de lágrimas e a boca cheia de sangue por conta do corte. Nessa hora todos riram, inclusive a mãe. Mas a brincadeira logo terminou.
Rafael sempre foi um menino muito popular e gostava de estar por dentro de tudo. Era época de Natal, ele deveria ter seus três anos de idade e todos estavam envolvidos com a montagem do presépio da capela da vila. De repente uma vozinha ecoou no local: “Mãe, os três reis magros, os três reis magros”. Era o Rafael se referindo aos Três Reis Magos. Mesmo com todo o respeito à capela, não tinha como não rir. Noutra ocasião, ele queria falar sobre o então novo filme que a televisão anunciava e disparou: “Mãe é a Xuxa e o doentes”, em vez de Xuxa e os Duendes. Teve outras, mas essas são as mais famosas.
Um dia, Mariana ouviu uma conversa entre a mãe e a avó. Elas falavam de um remédio que a avó deveria usar. Nesse enredo, Mariana ouviu sua mãe falar a palavra “droga”, se referindo ao medicamento. Assim que ficou a sós com a mãe, a menina arregalou seus lindos olhos azuis e falou em tom de repreensão: “Mãe, você toma droga?”. A mãe em princípio ficou assustada, depois riu e, em seguida, deu uma longa e convincente explicação à criança. Outro episódio foi quando ela fez oito anos e não queria uma “festinha de criança”. Queria almoçar fora. Mas como moravam numa cidadezinha, teriam que ir à cidade grande e, então, a um restaurante. Chegando lá, o pai foi até o balcão para se informar de como funcionava o cardápio e outros detalhes. Mariana, sempre de orelha em pé, ouviu tudo e quando o pai voltou, ela desabafou: “Pai, ele disse que a menina paga a metade. Mas não é justo eu pagar a metade de todo o almoço, hoje é meu aniversário. Desse jeito vou gastar o dinheiro do meu cofrinho só pra isso”. Logo, os pais explicaram que o almoço dela é que custaria somente a metade e, finalmente, puderam comemorar o aniversário.
Era dia de ir ao zoológico, junto com a “profe” e os coleguinhas da escola. Em casa, ao se despedir da mãe, Sofia disse: “hoje eu vou no zoológico, ver o unicórnio”. De volta para casa, a mãe pergunta como foi na escola e no passeio. Sofia responde que foi tudo bem e que ela havia conhecido esse e aquele outro bicho. Mas a mãe, irônica e curiosa, a indaga sobre o unicórnio. A criança não pensa duas vezes e responde: “Ele estava lá, sim, só que eu não vi”.
Se você é mãe, tenho certeza que, ao ler este texto, você se lembrará de algum episódio assim. 
 
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