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15/03/2015
Mochilão Bolívia

Nosso primeiro contato com o país vizinho foi em San Mathias, uma cidadezinha a 17 km da fronteira com o Brasil, com construções simplórias, ruas de chão, o país mais pobre da América do Sul. A princípio, ficamos com um pouco de medo, pois várias pessoas haviam comentado sobre os perigos dessa região de fronteira. Mas ao passo que fomos conversando e conhecendo, verificamos que os bolivianos são pessoas simpáticas, solícitas e sempre dispostas a ajudar!

Com as energias renovadas, criamos coragem para seguir viagem, já que nosso meio de transporte era o “hace dedo”, ou seja, carona. Quanto mais adentrávamos o país, mais encantados ficávamos com aquela maravilhosa cultura e com as belezas naturais. A maioria da população é formada por “quéchuas e aimaras”, povos indígenas cada qual com seu idioma, contudo o que predomina é a língua espanhola. A culinária é riquíssima, além de saborosa é muito barata.  Aliás, por lá tudo é mais econômico, os mercados populares são uma boa pedida para se comer bem e gastar pouco, pollo com papas (frango com batatas fritas) é um prato bem difundido e um bom “almuerzo” sai por menos de 20 bolivianos, cerca de quatro reais.

O clima pode variar de acordo com a altitude de cada cidade e época do ano, porém à noite e pela manhã, geralmente faz um pouco de frio. Em algumas cidades como Potosí (4.090 metros acima do nível do mar) embora não seja grave, sentimos os efeitos da altitude, tonturas e dores de cabeça decorrentes da baixa oxigenação. 

Outro fator marcante é a arquitetura das cidades, o legado arquitetônico dos casarões coloniais, museus, teatros, igrejas antigas, praças e ruelas estreitas, tornam as cidades bolivianas lugares únicos, que ajudou cidades como Sucre e Potosí a receberem o merecido título de Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO. 

As belas paisagens ao longo do caminho revigoravam as forças e a curiosidade do que viria pela frente, fazia com que o cansaço fosse algo momentâneo: áreas de desertos, cactos gigantes, cemitério de trens, montanhas coloridas, montanhas com neve, desertos de puro sal, estranhas formações rochosas e lagoas de águas verdes, azuis e até vermelhas fizeram da Bolívia a parte mais atraente de toda a viagem, sem desmerecer as belas paisagens que veríamos pela frente no Chile e a Argentina, mas essa é uma conversa pra outra hora. Esperamos que esse breve relato instigue você a conhecer esse nosso belo país vizinho, temos certeza que será uma experiência única e inesquecível. Grande abraço e até a próxima.

Fonte: Evandro Rodrigues e Paloma Tomazi
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